Mostrar mensagens com a etiqueta Alfama. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alfama. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de junho de 2026

Alfama, 2026 + «o cozinheiro-marchante» de S. Vicente

 - «invasão» anual do Bairro pelos que dele «foram obrigados»  a sair... - «case study», pelo menos...; [não são só «os Santos que devem estar loucos...»]

[- há muitos anos que D. não deambula por lá...];

- incluindo também Bairro Alto e Mouraria, artigos do «Público» e «vídeos»; 

- no «Fugas», a história do chef que larga a Cozinha e sobe a colina, para ir marchar...; chef jovem, lisboeta e qualificado...;

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Alfama, «Portas do Sol»: o restauro do painel Satírico de Nuno Saraiva

 - artigo. com Fotos e sons do trabalho da Equipa de Restauro «partilhados» com as Vozes dos Guias Turísticos..., no «Mensagem»; neste Caso, o Excerto Final:

[...] Deixa o túnel com um sorriso e pincéis por lavar, mas deixa também um agradecimento, com um cunho irónico tão querido ao seu trabalho. “Um grande obrigado ao que ainda resta do Povo de Alfama”, lê-se.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Alfama

«LISBOA

No bairro de Alfama os carros elétricos amarelos chiavam nas subidas.
Ali havia duas prisões. Uma era para ladrões
que acenavam através das grades.
Gritavam, queriam ser fotografados.

"Mas aqui, disse o guarda-freio com um risinho de hesitação,
"aqui estão os políticos." Olhei para a fachada, a fachada,
e no último andar, a uma janela, vi um homem
com um binóculo a olhar para o mar.

Roupa que fora lavada secava pendurada ao sol. As pedras dos muros estavam quentes
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma senhora de Lisboa:
"Aquilo era mesmo verdade ou fui eu que sonhei?"»
 
Tomas TRanstromer, 50 poemas (tradução de Alexandre Pastor), Relógio D'Água Editores