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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Rossio: café Gelo (Vítor Nogueira)

Foto de R. M., copiada do EXP.
- dele, na Estante de W., só existe «Mar Largo» o seu «livro sobre o Rossio», de 2009; num  dos vídeos, o autor lê «Pontas», da p. 39, com a referência à Placa que assinala que Eça...; transcreve-se o da pág. 41. 




GELO
Agora é apenas um café com paredes adornadas, 
imagens retratando destemidos ancestrais.
O tempo foi passando, não foi? Um acidente
em câmara lenta a uma escala cataclísmica.

Grande parte daquilo que fazemos é construir
memória, uma promessa frágil ao futuro.
E pensar que na vida acumulamos tanta coisa,
sobretudo se por hábito não deitamos nada fora.

Mas ninguém pode travar a grande máquina.
Diz-se que a viagem conta mais do que o destino.
Perscruto as águas envolventes, em busca de
sombras, enquanto o mar revolto bate no casco.


Vítor Nogueira, Mar Largo, & etc, 2009, p. 41

domingo, 21 de julho de 2013

Rossio: «Em Lisboa, fingir-se feliz»

Ilustração, de Mónica Cid,  para artigo de Alexandra Prado Coelho («Crónica Urbana» - «Em Lisboa fingíamos que éramos felizes», na «Revista 2», do Público, de 13-07-2013 ) sobre o Rossio dos Refugiados, do tempo da II Guerra, um livro recente (de Margarida de Magalhães Ramalho) e uma exposição (no Torreão Poente do T. do P.)
 


[para S., o R. ainda hoje é Roteiro e Paragem - tarda a reabilitação do Edificado Envolvente
 - quanto ao assunto, sempre o interessou e fá-lo «regressar» ao Tempo do A. P. (out de 85 a out de 86) e a um certo tipo de estrangeiros que contavam ao B., que então era, que aí iam porque tinham lido... ]