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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

«Lisboa Infernal» OU «o Reino da Bebedolice»

- o «Paraíso Alcoólico», OU «do Bairro Alto ao Cais do Sodré», a 23, na RTP, por Sandra Vindeirinho, na Série «Linha da Frente»: AQUI;      [até a Igreja de S. Paulo «contribui» com  um Terraço para um negócio espanhol de «churros»...; «e esta, hein?»]

domingo, 20 de outubro de 2024

domingo, 7 de abril de 2024

«Os turistas estão na rua», Filipa Leal

 Estrofe do poema de ontem, de Filipa Leal, da Secção «Revolução já! Poesia Pública», do «Público»

Revolução, já?

[...]
Os turistas estão na rua.
Milhões de turistas estão na rua.
Vão parando para tomar café nas agências
imobiliárias, e vão comprando palácios, aqui e ali,
entre um pastel de Belém e uma imperial.
Alguns compram casas com gente lá dentro, e despejam
o lixo e a gente das casas que ficam vazias lá dentro,
mas eles voltam mais cheios lá para fora.
Sentem-se mais vistos.
[...]

terça-feira, 18 de julho de 2023

A Lisboa «fácil de abarcar», da Menina de Parma

8 / Lisboa é fácil de abarcar. Já vivo nela há muitos anos. Cheguei para estudar, e depois para lá viver. Vejo-a do alto de cada vez que a sobrevoo de avião. Deslaça-se e contorce-se sobre edifícios grandes e periclitantes, abre-se em pequenas rotundas, hospitais e bibliotecas que são como blocos de cimento no meio do trânsito. Às vezes chegamos a voar do Sul e assaltamos a cidade pelo lado do rio, pela ponte vermelha, pela margem fervilhante de gente. Às vezes chegamos do Norte ou do Nordeste e atravessamos o ar das periferias desfiadas, voamos tão baixo que podemos ver as pessoas às janelas, os pátios com as cadeiras cá fora, os terraços com a roupa a secar. Ao longe, a ponte Vasco da Gama parece um fio fino de pastilha elástica que se alonga de uma margem à outra, de um lábio ao outro. Lisboa cabe toda ali, apertada entre a periferia e o rio. E cresce em altura, sobre as colinas. Mesmo quando se apanha o cacilheiro, até à margem sul, ela cabe num olhar, de uma só vez com a sua fachada cimeira, aquela mais exposta, a mais pomposa e superficial. Podemos abraçá-la inteira num olhar breve, de Santos ao Panteão, e mais além.. Os seus primeiros e segundos planos, as ruazinhas verticais, as esquinas aguçadas. Parma, por sua vez, é inabarcável. [...]

                         Serena CacchioliDemasiado estreita, esta morte, 2023, p.19

Outros Recortes:   AQUI;  

domingo, 25 de junho de 2023

«Lisboa, velha carcaça» + «o que é demais é moléstia»

 - D., que, sempre bem cedo, deambula por esta Lisboa [- onde cheira a chch e a sujidade contrasta com as coloridas Hordas...] - , continuando a visualizar a outra**, teria que destacar esta Crónica de M. E. C. 

RECORTES:

Fiquei deprimido depois de conversar com dois turistas ingleses. Disseram-me que Lisboa tinha correspondido inteiramente às expectativas deles. [...]
"Não houve nada que vos surpreendeu?" Nada, responderam, pensando que esta era a resposta que eu procurava. Instigados a tornar mais verosímil esta afirmação, lá arranjaram uma surpresa: a sujidade. [...]
[...]
O pior é que os países estrangeiros são cada vez menos diferentes do nosso e, por conseguinte, cada vez mais diferentes do passado. O passado, por conseguinte, adquire cada vez mais força como repositório do que é estranho, e excitante, e proibido, e inesquecível**.
Lisboa tornou-se o postal do postal que se fez de uma cidade que já não existe.  [...]

- de Artigo «complementar», também do «Público, Local» - Nick, o norte-americano que mostra como Lisboa mudou em 12 anos -
[...] Duarte é conhecido pelo “Sardinha”, nome que deu à tasca de comes e bebes que em 1981 abriu em Alfama. Segundo Nick Mrozowski, gere um estabelecimento que tem “um bitoque delicioso”. Mas o consumo gastronómico, diz o comerciante, mudou muito nos últimos anos. “Quando abri [a tasca], servia jardineira, mão de vitela com grão e dobrada. Hoje já ninguém quer essas coisas”, lê-se no Mais 12, no depoimento do comerciante de 68 anos. Hoje, refere, “os turistas apenas querem comer sardinhas, bacalhau e peixe grelhado”. [...]



quarta-feira, 14 de junho de 2023

Lisboa, de J. B. + A. J. G.

 

De «Welcome to Paradise», de A. Jorge Gonçalves;
da Casa da Editora, «Orfeu Negro»

- no «FB»,  J. B. remete para esta sua conversa com A. J. Gonçalves, e para os seus (respectivos) livros - textos - desenhos sobre Lisboa; no «Purgatório» de «Nada será como dante», de 13 de Junho, entre os minutos 8 e 48 e 15 e 52 

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

«A cada esquina de Lisboa» (D. Mourão-Ferreira)

 XXXVI

A cada esquina de Lisboa,
inúmeros os estilhaços do passado
que lhe rebentam em pleno rosto.

David Mourão-Ferreira, Jogo de Espelhos - reflexos para um auto-retrato, 1993; da secção Auto-retrato - primeiros traços (transcrito da edição de 2001)


domingo, 29 de maio de 2022

«Lisboa, capital da chinfrineira», Vítor Belanciano OU «do Cais do Sodré a Santos»

 - Crónica de hoje; RECORTE:

[...] Um dos muitos exemplos possíveis da situação actual acontece junto ao rio, entre o Cais do Sodré e Santos. Alguém durante o reinado de Medina teve uma grande ideia reservar aquela zona para diversão nocturna, num exemplo datado e esgotado de planeamento urbano, colocando ali três discotecas a funcionar ao ar livre. Repito: ao ar livre. O som propaga-se pelas colinas, sendo frequentes as queixas, inclusive, da outra margem, porque o som, pois é, também desliza pela água. Até às 7 da manhã, de quarta a sábado, é assim. [...]

segunda-feira, 7 de março de 2022

A Lisboa de João dos Santos

 - tantas vezes, nos Qd.os, foi provocatoriamente lançada a «frase-título» do Livro de João dos Santos [...]; 

- deixou de haver «público» que «queira» ouvir a história da decisão de «fazer nascer» J., em consequência das radiofónicas conversas das tardes dos sábados*** de «meia folga», na «horizontal», antes de D. sair para «atravessar o rio» (ainda por Cacilheiro...), para a noite na MAD.a,  na MERC-BAR.. [«falsa Memória», pois as conversas, entre J. dos S. e J. C. M., foram entre Outubro de 83 e Julho de 84, o que «projecta» a Coisa para o tempo do «Aux Armes de Paris»...]

- mas houve, ainda em 2022, uma Qd.a que a atribuiu a D.; «o seu a seu dono» [...]

- numa Casa dedicada a J. dos S., a precisar de «manutenção», a referência ao filme que está na Cinemateca-Arquivo Municipal [....]

 *** - outra «falsa memória» - as conversas foram transmitidas aos domingos, às 18 e 30, na «Rádio Comercial» [...]; UI, UI...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Lisboa, 87-93, por Daniel Balufucks

 - num destes dias, F., do Bloco I, tinha «Cidade Triste e Alegre», o mítico volume da Dupla Palla-Martins ... talvez para aquelas coisas que lhes pedem na «Escola do Paraíso»...[...]; 

- o Artigo do «Público» - «Bom dia, Lisboa» - refere que é «a Lisboa de 87 a 93» que «desfila» no Livro de D. B. - está por aí, à espera que D. lhe dedique algum tempo [...] 

- Mestre F. S., de DES, do Qd,o da Frente do 402,  lançou os seus Qd.s na senda da Exposição, e D. emprestou-lhe «Não Pai» [...]

sábado, 12 de setembro de 2020

«em Setembro sobre o rio / Lisboa envelhece», Maria Andresen

 [22:04: em Directo, pela «EGEAC», Palma, 70,  interpreta «A canção de Lisboa»]

TANTAS FORAM

Tantas foram as luzes e as horas e as luas
em Setembro sobre o rio
Lisboa envelhece
como se fosse eu

Não é Lisboa,
é o tempo sobre os meus ombros,
é a lentidão

Maria Andresen, O que Move o Silêncio do Cavalo e Anteriores Lugares, Relógio D'Água, 2020 (Setembro), p. 37

sábado, 29 de fevereiro de 2020

«Alis Ubbo»

- de volta ao «pesadelo» da Lisboa Turisticada, desta vez num doc. de Paulo Abreu
- a partir do «DN» - RECORTE:


[...] Filmado sempre pela calada (num trabalho que terá começado em 2016), Alis Ubbo (que em fenício significa porto seguro) põe a ridículo a febre e os procedimentos do novo turismo enlatado. Abreu observa e deixa-nos perante o vazio de toda esta tragédia de consumo rápido e de falta de respeito pela identidade de Lisboa. Conforme o cineasta brasileiro Karim Aïnouz já disse, Lisboa transformou-se numa Lisboalândia, numa feira de futilidades com propensão gourmet [...]
- AQUI, também; Casa do REalizador, no VIMEO

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Lisboa Ribeirinha, 1936 + Dia 6 da Obra

- um dos primeiros Retratos da Lx. de 36, , no «Ano da Morte de R. R.»....
- relido de manhã, pelas 7 e 45, ao balcão do Estaminé do Sr. Del.. + Ag., enquanto esperava pela «outra Equipa»....
- (expressão ontem usada pelo Setubalense A., Canal.or «à Antiga Portuguesa» (sim, ainda há disso...):


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

100 lisboetas no palco

Tudo começou na Alemanha há onze anos. O Teatro Hebell convidou os Rimini Protokoll para fazer um retrato da cidade de Berlim, por ocasião do seu 100.º aniversário. [...]‘vamos convidar a cidade inteira para subir ao palco’”, conta ao PÚBLICO Helgard Haug, um terço dos Rimini Protokoll. “Como percebemos que provavelmente não seria possível, chegámos ao número 100”, continua. 100 anos de Teatro Hebell, 100 pessoas, 100% Berlim. [...] Uma centena de pessoas, sem ligação ao mundo do espectáculo, no palco para fazer o retrato de Berlim em 2008. Desde então, os Rimini Protokoll já aplicaram o mesmo molde a outras 35 cidades, [...]  Agora, chegou a vez da capital portuguesa. 100% Lisboa para nos contar o que é esta cidade [...]

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

«O Nome da Cidade (Digo ...)»

- Crónica, de Catarina F. Almeida, em «As palavras do regresso»   [«Blogue» de Joel Neto; já não]

Excerto  final:
[...] Numa rua do Castelo, à frente de um quartel desabitado com a melhor vista fantasma da cidade, mora ainda a minha infância. Levo comigo, para toda a parte, as portadas brancas dessa casa onde o sol não entra, mas avança. Adoro o som dos meus passos no soalho de madeira, a voz clara dos poetas brasileiros que os meus pais ouviam de manhã, e a casa dos avós, ali tão perto, que se atravessava a passos largos, nas tardes de luz e de ópera. Por vezes, ouço o grito solitário dos pavões, cativos nos jardins de São Jorge, e lá por dentro estremeço: o que é voltar a casa? De que fios se urde a sensação, haverá algum segredo, alguma fórmula para descrever o lugar onde nos esperam, intactas, as nossas ilusões? 
      Vejo Lisboa de cima, recortada na asa do avião, aparecida no fundo de uma cortina de nuvens, distante ainda, mas evidente – e a cidade atinge-me com a força de tudo o que ainda sou. Nas suas ruas, ao entardecer, conspiro a minha próxima errância. Naquela esquina de que me esqueço, e onde alguém tentou escrever um verso, volto a encher-me de esperança. De todos os lugares do mundo, só Lisboa me vê partir. Há nela uma passagem para o eterno que não chega a ser secreta, porque o lugar de onde somos nunca o tempo o fez ruir.

domingo, 21 de outubro de 2018

«Cá vai a smart Lisboa...» - OU «Turista não descansa»

- [já nem ao domingo de manhã se pode ir ao CH...]

- 8:30 - esquina da José Falcão - várias trotinetes esperam ser recolhidas... [Neg. - Tecno explora mais ou menos os Trab.s, tornados «recibos verdes»?]
- 8:45 - na outra esquina, grande (e abrasiva) Poça de Mj., junto à caixa da EDP...
 - 9:45 - na Docel, antes do serv. religioso, a Geração do Leste da ponte V. da G. (agora avó) dedica-se aos «duchesses»...
[ah, e o senhor que D. pensava ter sido Func. no P. M., fora afinal o Func. do Teatro Anatómico da Nova, o sr. Carlos....; eh, eh...]
- 10 e 45: duas «chinfrineiras»: a do «Speaker» (de conversa Idiota...) da «Corrida Montepio» (tudo Laranja), em pleno Parque de Diversões Rossio; a das Rodinhas da Malta do Norte, Ch. abaixo...
- 11:30: subindo para a Penha, constata-se que é mais difícil a um Turista fazer-se passar por LIsb.a do que... [«e o resto não se diz...»]

- ” Ser smart não é vender a alma ao turismo" -  frase de arquitecto, citada 
na crónica «Lisboa é um donut com chantilly», de Bárbara Reis, de 02 de Novembro, no Público

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Lisboa Cidade Branca (Tanner)

- é de 83, o filme (de 5 anos antes do INC. no CH....); 
- deve «andar por aí» o DVD em que o viu; já foi há muitos anos..., mas D. lembra-se do Jogo de identificar os cenários do filme no Mapa, sempre em transformação, da Cidade e, também, no Mapa de Infância de D....; e agora, será no Mapa da Lisboa Turisticada...
- entretanto, pode ser «revisto» no YouTU

domingo, 3 de junho de 2018

«Lisboa vestigial»

- enquanto houver MEMO, D. poderá colocar a sua Lisboa «em frente» desta,  depois...
- Lx. em Roteiro de jornalista brasileiro, no Público de hoje:

Recorte Final:
Na errância, dos becos da Alfama caio num plano inóspito da Rua da Alfândega. Constato que o cais não recebe mais invasores, comerciantes, artistas, aventureiros, muito menos amantes. Agora, a cidade turística mata a sede dos curiosos e quase tudo está fora de alcance. Resta a partida, o Tejo e o mar.