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| 2017 - DAQUI (tinta-da-china e aguarela sobre papel) |
Não se ouvem aves; nem o choro duma nora! / Tomam por outra parte os viandantes; / E o ferro e a pedra - que união sonora! - / Retinem alto pelo espaço fora, / Com choques rijos, ásperos, cantantes. «Cristalizações», Cesário Verde
- evocações «coloquiais» de uma professora e tradutora finlandesa, de 56 anos, então jovem estudante, na Lisboa (mas não só...) de 1986; no suplemento «Artéria» (do «Público»), com fotografias da própria
Recorte:
[...] Era demasiado tímida para me dirigir aos escritores que lia e admirava. Alguns só vi de relance; a figura esquiva de Maria Judite de Carvalho no longo corredor da sua casa, uma vez que Urbano Tavares Rodrigues me convidou aí, para me apresentar a João de Melo, cujo romance estudava. Com outros cheguei a colaborar; Wanda Ramos, que estava doente na altura e acabou por morrer, sem eu saber da gravidade da situação. Alguns eram professores meus; David Mourão-Ferreira ou Joaquim Manuel Magalhães. Com Saramago, coincidi em várias ocasiões, em Madrid, em Helsínquia, em Lisboa, uma vez inclusivamente sob a velha figueira do Jardim da Estrela, mas nunca ousei iniciar um diálogo. [...]
- na «Missiva» de hoje, M. do R. P., após evocar os jornais «desaparecidos», fala deste novo projecto de «jornal» - «digital», claro:
- título mais significativo, não podia ter:
RECORTE inicial de «Quem somos»:
Mensagem é um novo projeto de jornal online – sobre Lisboa, de Lisboa e para Lisboa. Mas, além do que cabe aos jornais – sermos um lugar de histórias da cidade – faremos jornalismo comunitário, com debates, reuniões de vizinhos, conferências e, até, teatro. Sobre Lisboa, com lisboetas. A redação está na Baixa, na Rua Augusta; a sede, no café A Brasileira do Chiado (com Fernando Pessoa, inspirador do título, Mensagem, sentado e em bronze, à porta); e os leitores, perdão, os cidadãos, espalhados pelos bairros. Se escolhemos um café para ponto de encontro é porque sublinhamos o ponto de encontro que queremos ser [...]