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quinta-feira, 14 de abril de 2022

Largo de Camões, 37, por Parracho, Vasco

 - 37, não Número de Escada, na Praça, mas o ano de 1937, por V. P.; DAQUI

- R. vai perguntar-lhe o «porquê»...

domingo, 10 de janeiro de 2021

Largo de Camões, Tiago Salazar

Escrita Deambulatória Rápida, a de Tiago Salazar, «timoneiro» de "tuk tuk" [...] - na esteira de Ricardo Reis, Bernardo Soares, Cardoso Pires, Cesário e tantos «outros», naturalmente; 
- «Geografias» de Lisboa, incluindo as de Infância, no  «Roteiro Literário» do Boletim de Janeiro da «Agenda Cultural», pp. 74 - 82 [lido à General, junto à porta de Vidro Fosco]...[...]
Recorte [truncado, sublinhados acrescentados]

 [...] Quando a Praça de Camões se desvenda ao subirmos a Rua do Alecrim, e se dá de caras com a estátua do poeta, o mais certo é o embarcadiço do tuk tuk questionar quem é o fulano da pala. Conta-se então, conforme a inspiração do dia, estarmos diante do mais alto vate da nação. Se for cliente italiano, diremos estarem Os Lusíadas para A Divina Comédia, e Luís Vaz no degrau de Petrarca e Alighieri. [...] Perro no italiano, desabrido no inglês e pomposo no francês, quando me chega a hora de impressionar a freguesia nada mais adequado do que pegar num velho exemplar camoniano da biblioteca do meu avô Garcia, empoleirado no banco do meu tuk tuk e de mão direita a desenhar voos picados por cada soneto lido. Aos franceses, comparo-o a Baudelaire como podia trazer à liça Verlaine ou Rimbaud, [...]  Aos brasileiros, nada mais os impressiona do que acordar o poeta Pessoa, e aí há que descer à Rua Garrett, ao Largo do S. Carlos e às artérias da Baixa, se queremos esbarrar com a alma do poeta total. Camões, Bocage, Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Cesário Verde, o poeta Chiado, navegam a bordo do meu tuk tuk, [...]

terça-feira, 8 de maio de 2012

Largo de Camões - Manuel Alegre

do novo livro de Manuel Alegre: - Nada está escrito

LARGO DE CAMÕES

E sempre que alguém volta és tu ainda
vens de Ceuta e da seta e da Índia e Macau
de lira enrouquecida e pala preta
és tu ainda e o nosso nome é Jau
corta-te o Paço a tença e o frade o verso
a pátria agradecida te deserda
vais pelas ruas de Lisboa de muletas
e os pombos enchem-te de merda
no Largo do teu nome no país dos poetas.

Manuel Alegre, Nada está escrito. Lisboa, D. Quixote, 2012 (Abril), p, 76

[múltiplos Ecos: do próprio L. de C., de Sophia, de Sena...]