- em página do «Ípsilon», com «videoclip» de Gonçalo Guerra, para o «single» «Salvadora»
Não se ouvem aves; nem o choro duma nora! / Tomam por outra parte os viandantes; / E o ferro e a pedra - que união sonora! - / Retinem alto pelo espaço fora, / Com choques rijos, ásperos, cantantes. «Cristalizações», Cesário Verde
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
terça-feira, 30 de junho de 2020
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Lisboa, em «pausa turística» - António Guerreiro
- «As cidades inviáveis» (por Engano ou «por Calvino», F. escreveu «Invisíveis»...), «Crónica-ensaio» de António Guerreiro, hoje, na p. 30 do «Ípsilon» ou AQUI
RECORTE:
[...] Vaguear e redescobrir esta cidade de que tínhamos sido expropriados pode proporcionar momentos jubilantes de uma fruição que não é apenas estética (pelo contrário, até nos faz desprezar toda a estetização). De repente, a cidade já não é um espectáculo indiscreto, exibicionista, quase obsceno, mas projecta-se sobre um fundo que não é imediatamente visível: o tempo, a história, a memória. Em suma; tudo aquilo que foi branqueado como se branqueia o dinheiro sujo. Mas este prazer reconquistado, sabemos muito bem, é egoísta e cínico: eleva-se sobre uma tragédia inaudita que se abateu sobre muita gente: a massa de empregados precários, de agentes de uma economia informal, de pequenos proprietários, de promotores privados de alojamento local que muitas vezes passaram a viver fora da cidade ou em casa de família para retirarem rendimento vital das suas próprias casas. É bem conhecida esta lei implacável: quanto mais a cidade se enche de turistas, mais se esvazia de habitantes. [...]
domingo, 5 de abril de 2020
«Lisboa sem lisboetas», por M. E. C.
- e sem turistas, acrescente-se; quem imaginaria? «deambular» pelo inédito Silêncio lisboeta, na Crónica de hoje de M. E. C.
- RECORTE:
[...] Deslumbrou-me ver Lisboa vazia, entregue à nova Primavera, como uma mesa posta para quem ainda não veio**.
Mas Lisboa ainda não sabe que já não vem ninguém; ainda não foi informada, ainda abana o rabo quando toca a campainha.
Passo pelo Rato, Príncipe Real, Bairro Alto, Camões, Chiado, Terreiro do Paço, Cais do Sodré, Santos. Levo dez minutos a perceber que estou à procura de lisboetas.
Deslumbro-me durante dez minutos. Preparo as minhas palavras sobre a beleza da cidade sem ninguém. [...]
[sublinhados acrescentados]
quarta-feira, 1 de abril de 2020
«Lisboa ainda» + «Cidade que dorme»
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| R. Nova do Carvalho, no «Dossiê Fotográfico» de Rita Carmo, no «Expresso», a 06 - 04 |

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