domingo, 15 de fevereiro de 2015

Rossio (Paris, Sintra...)


     No final do século XIX a Estação Central era o terminus do famoso Sud-Express, que ligava Lisboa à capital com que todos sonhavam: Paris.
Texto de Alexandra Prado Coelho e Ilustração de João Catarino
          A partir de 5 de Dez. de 89, ao final de tarde, C., então D. [já com 34...], juntava-se às M., nos sobrelotados comboios...; ia até ao Cacém, à F. D., onde fora nocturnamente colocado, num «MiniConc», iniciando o percurso que o trouxe até Aqui [...mesmo que Diaf. CONG., desde 05..., a palavra Carreira continua a «bater»...]

       Nesta «Crónica Urbana», de A. P. Coelho, também é referido, inevitav., o H. A. P., de 1892, onde, durante um ano, de out. de 85 a out. de 86, C. atravessava diariamente uma enorme Nave Escura... [outras histórias...]

Ler, na totalidade, na p. 31 do «2», supl. domin. do Público, de 08-02-2015, ou AQUI

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

«Lisboa desaparecida»

- «Saudades da Lisboa desaparecida» - da de antes do Terramoto - é o título do «dossiê compósito» publicado pelo Público
- Terreiro do Paço, Rossio (+ Jerónimos + Mafra), com comparação «tecno» entre Gravuras - cópias entre si? - algumas (re)descobertas...
- aqui fica o endereço - para «reencontrar» quando passar para a «Gaveta-Tela de Baixo...»
- AQUI
- REVER TAMBÉM - AQUI («Terreiro do Paço reconstruído»)

domingo, 2 de novembro de 2014

Rua Ivens + Rua Garrett + Querubim Lapa

Ilustração de Mónica Cid para a «Crónica Urbana» «Ritz  e Casa da Sorte, Lisboa» - em que Alexandra Prado Coelho se encontra com Mestre Q. L., 88 anos, preocupado com (o futuro da) a obra que «espalhou pela cidade...» -  na p. 31 da Rev. «2» do Público de hoje - OU AQUI

[Quando C., então D., «aportou» no Paraíso («9293», primeiro, «9697», depois), já Mestre Q. L. estaria «apos.» - mas raro seria o dia em que não o via por lá ... ]

domingo, 7 de setembro de 2014

Rua da Conceição

Ilustração de Mónica Cid, para a «Crónica Urbana», «Rua da Conceição», de Alexandra Prado Coelho, na REV. «2», p. 31, do Público de hoje
OU AQUI

RECORTE FINAL:
Mas o que mais me encantava eram os botões. Caixas e caixas de botões, e nós à procura de um igual ao que tinha caído da manga do casaco — ou então, decididas a arrancar o da outra manga para substituir os dois por outros mais bonitos. No exterior da caixa, de lado, alinhavam-se como uma família cinco botões iguais, do maior até ao mais pequeno. Dentro da caixa, a família multiplicava-se e misturava-se, e era preciso encontrar os dois gémeos com que íamos sair da loja, embrulhados num pedaço de papel tão pequeno que a minha avó tinha de o guardar no porta-moedas para não o perdermos.
Voltávamos para casa com o problema resolvido — e o mundo parecia organizado como uma caixa de botões e confortável como uma meada de lã.
[C. passa  amiúde pela Rua da CONC. - está no percurso do «28» [hoje, «enchumaçado» de TURIS)
 - aí visita uma das últimas Papelarias «decentes», a única onde compra o PONT-CAN com que «macaqueia» a AUTOR... no QUAD. -  (um dia, o FUNC lembrou que, «só na Baixa, eram mais de quarenta...»)]

- em prédios degradados, resistem as RETROSARIAS
[nas casas da INF de C., a visita da Modista - a DONA LAURA, por décadas - chegou  a  ser  semanal - eram 6 pessoas, 3 crianças - havia sempre roupa para arranjar, modificar...]

 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Rua do Loreto, 15 - 17

[pela «Geografia da Infância», C., então D., frequentava as «matinées» [de DOM à tarde] de, pelo menos,  3 cinemas:
1. Cinearte (a Santos, que, por ora, continua a ser a Casa de «A Barraca»...)
2. Ideal (que nomes entretanto foi tendo?) no Loreto («entre» Camões, Bairro Alto, Chagas, Bica...) - filmes populares, de «Aventuras», «Westerns» e afins...)
[era o «tio Armando» que levava o Menino ao «PIOLHO» - nome «não-metafórico»?)
3. Jardim Cinema (ao Rato, menos vezes...)
4. Chiado Terrace (?); Tivoli(?), Condes(?)

- no «pós - 25», o «Ideal» teve «Fases» (que «prolongavam sempre mais» a Agonia...): a do Cinema Indiano; a do Filme P.  [...] ...
 
 [quando houve um «Ciclo Pasolini» [Data??], D. voltou lá [...]
- o que passava na Tela «não batia certo» com «aquele»  Público [...] e D. saiu «naturalmente mal disposto», após o (primeiro) visionamento de «S. ou os 120 dias de S.», em tal «ambiente...»
 
- aos 110 anos (ainda há M.?), sofre recuperação a SÉRIO - e de livro entretanto saído com a história, fala a autora (M. do C. Piçarra - «tinha um público muito masculino») em vídeo do Observador:                 AQUI

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Madragoa, ex - Mocambo

- C., sempre como D., pode referir «3 Madragoas pessoais»:

1. a da Infância, das Marchas, das [...]
2. a do Liceu, do P. M. - aí morava o G., «desbocado brigão criado por avó...»- se a «MEMO» não falha - bairro de ocasionais «surtidas» [...]
3. a da «M. B.», na Travessa das Inglesinhas, calcorreada em quotidiano de Sobrevivência, entre Out. de 91 e 31 de Julho de 93... [outras histórias...]
«África no centro de Lisboa. Negros, pescadores e freiras. Histórias (esquecidas) da Madragoa, anteriormente conhecida como Mocambo.»
 Alexandra Prado Coelho (texto) e Mónica Cid (ilustração) - Público, «Revista 2», 13-07-2014, p. 31
 
RECORTE:


[...] No Mocambo, bairro criado por alvará régio no final do século XVI, misturavam-se negros e pescadores, para além das religiosas dos vários conventos que ali existiam.[...] 
Completo: AQUI
  

domingo, 27 de julho de 2014

Barbeiros, II

      Nesta ilustração de João Catarino, para a «Crónica Urbana» «Costureiras, ardinas e barbeiros na Lx de outros tempos» (Público, «Revista 2», 27-07, p. 319), é representada a Barbearia Campos, do Chiado  (que «sobrevive») - (as referidas noutra Casa, para a década de 60,  seriam a «versão modesta, ou «de bairro», desta).

A cronista (A. P. C.), partindo de «uma coleção do Notícias Ilustrado dos inícios de 30, discorre sobre este e outros Tipos da Lisboa de então            - AQUI

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Jacarandá(s) (o último) - Eugénio, Eli


Ilustração de João Catarino
«O último jacarandá florido de Lisboa» (Público, «Revista 2», 29-06-2014, p. 38)
- nesta «crónica urbana», Alexandra Prado Coelho vai  dos jardins de Tóquio (dos rituais associados às suas cerejeiras em flor, pela primavera) aos jacarandás de Lisboa, pelo meio citando o conhecido poema de Eugénio de Andrade («São eles que anunciam o verão. / Não sei doutra glória, doutro / paraíso: à sua entrada os jacarandás / estão em flor, um de cada lado / ...),
 
- celebrando o Fim, a busca de  «um já muito tímido tapete roxo nalguma rua»...    
 
Texto completo:  aqui

Foto de Eli sobre o mesmo motivo das roxas flores caídas: AQUI

domingo, 12 de janeiro de 2014

Avenida da Liberdade + «Passeio Público»

Ilustração de João Catarino, para a «crónica urbana» , "Lisboa não sejas francesa», de Alexandra Prado Coelho,  na «Revista 2» do Público de hoje;
- «paralelismos» entre o demolido «Passeio Público  novecentista» e a «avenida à francesa» que daí nasceu 
- Texto completo:         AQUI 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Alfama

«LISBOA

No bairro de Alfama os carros elétricos amarelos chiavam nas subidas.
Ali havia duas prisões. Uma era para ladrões
que acenavam através das grades.
Gritavam, queriam ser fotografados.

"Mas aqui, disse o guarda-freio com um risinho de hesitação,
"aqui estão os políticos." Olhei para a fachada, a fachada,
e no último andar, a uma janela, vi um homem
com um binóculo a olhar para o mar.

Roupa que fora lavada secava pendurada ao sol. As pedras dos muros estavam quentes
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma senhora de Lisboa:
"Aquilo era mesmo verdade ou fui eu que sonhei?"»
 
Tomas TRanstromer, 50 poemas (tradução de Alexandre Pastor), Relógio D'Água Editores
 


domingo, 29 de dezembro de 2013

Largo de S. Domingos

Ilustração de Mónica Cid para a «Crónica Urbana», de Alexandra Prado Coelho na «Revista 2» do Público de hoje - dedicada à «Ginjinha  ESpinheira»

sábado, 12 de outubro de 2013

Chafariz de Dentro

.S.,então D., lembra-se de aí ter passado inúmeras vezes, com o PAI VELHO, no repetido «passeio de Domingo» da I. Ou de ir visitar a prima S., que morava perto. Mas continua por fazer o «passeio geometrizado», há muito planeado, relembrado por este roteiro por «fontes e chafarizes»(ora Selados), escrito por Alexandra Prado Coelho, na sua habitual «Crónica Urbana» («Os  Hamams de Alfama»), na «Revista 2», do Público de 5 de Outubro, com ilust. de Mónica Cid.        - TEXTO - AQUI




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Lisboa «Empilhada» de Ana Aragão

Recolhido do «P3», supl.º do Público - da série «Cidades Empilhadas»  (Espinho, em maioria...)  AQUI

domingo, 22 de setembro de 2013

Santo Antão (Portas de) + São José

Roteiro, do Histórico e do Quotidiano ( segunda edição da Lisbon Week), em vídeos e fotos («Um mergulho nas...»), das duas ruas
 
- S. sempre foi passante esporádico quer por uma, quer por outra, excepto na fase SMT (75 a 78), em que estava diariamente na R. S., «paralela» à  de S. José
 
AQUI - em endereço do Público

Estufa Fria (Lago)

Ilust. de João Catarino, para «Crónica»,de Alexandra P. Coelho, sobre espia russa, na II Guerra
 («Solange à espera na Rotunda») na Revista 2, p. 42, do Público de hoje - [...]

E muitos, procurando a paz que a Europa tinha perdido e tentando esquecer a situação desesperada que viviam, passavam dias na Estufa Fria, ou, possivelmente, olhando para o lago junto a ela, vendo os patos sair da água e subir para a margem, para daí a pouco voltarem a mergulhar.
Mas se a Estufa Fria parecia um paraíso perdido, [...]   [ver anterior: http://lisboemas.blogspot.pt/2013/07/em-lisboa-fingir-se-feliz.html
[se o P. E. VIII fora um dos principais destinos dos passeios da I., no «Lago dos patos» leu S. O que diz Molero, na época da SMT. Aí passava as tardes, nas pausas de MED. Devagar leu. muito devagar]

[quanto ao «Hotel Avenida Palace, nos Restauradores, conhecido como pró-germânico» , também por aí andou S. - de Out de 84 a Out de 85 - alguns clientes ainda evocavam  histórias destas, 40 anos depois...]

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Lisboa, como «livro fantástico», por Fabio Salvo



"Não tirar nada que não sejam fotografias e não deixar nada além de pegadas. Os princípios básicos de um explorador urbano encaixam perfeitamente em "Convento das Mónicas - Capítulo 7", uma exploração de Fabio Salvo, fotógrafo italiano [...] "   NO P3, do Público                  - AQUI                    

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ribeira das Naus + Almada

Crónica de Alexandra Prado Coelho e ilustração de João Catarino,  na «Revista 2» do Público, de 25 - 08, p. 34 - texto a ler       AQUI
Apoiada sobretudo na Fotobiografia, de Joaquim Vieira, a crónica roteiriza a obra «Pública» de Almada, em Lisboa 

Recorte final:

[...]    “Olha, aquele é o Almada Negreiros”, diz uma avó a uma menina de vestido às bolinhas que passeia na Ribeira das Naus. A menina, talvez de uns sete ou oito anos, provavelmente não sabe nada sobre esse homem que nasceu há 120, masolha para os dois olhos e as linhas rectas que deles saem, e talvez se interrogue se é de riso ou espanto, ironia ou mágoa, zanga ou sabedoria, esse olhar que nos interpela, logo antes do céu e do mar.

terça-feira, 30 de julho de 2013

S. Pedro de Alcântara - «Lisboa à janela fotográfica»

- era no tempo, no «ano do desmantelamento inicial» [2009]
- era no tempo em que S. ainda pedia PORTF [...]
- era num segundo «Bloco», de ADV [...]

- num dos itens - [«cruzando» Cesário com  «Smoke» (1995)] - pedia-se o registo, escrito e plástico,  dum  «cantinho» de Lisboa, à mesma hora, durante «x» [...], formando uma «série» [...]

- S. já não se lembra por que motivo S. M. M.
(excelente Qd.a, que foi para CIN - ... e «eco» disso encontrou agora S...)
escolheu S. Pedro de Alcântara e, sobretudo, tal hora [...]
- fotografou e comentou e «aguentou-se»

RECORTES (do exercício, ora «reaparecido», durante o RASGA-RASGA [...]

         Durante sete dias consecutivos, segui a «vida do miradouro» de S. Pedro de Âlcantara e tentei perceber como é que este lugar tão especial podia transmitir a essência de Lisboa. Infelizmente [...]
- Oito e meia da manhã, segunda-feira. [..] Não existe vida[...] para além de uma senhora [que] [...] observa melancolicamente a panorâmica [...]
- Oito e vinte e três [...], terça-feira. Os raios solares penetram por entre as folhagens e oferecem um ambiente deslumbrante, num jogo de luz e sombra, mas não está lá ninguém [...]
- Oito e vinte e sete [...], quarta-feira. [...] Não se ouve nem um único pombo, sequer! [...]
- Oito e trinta e quatro [...], sexta-feira. A luz voltou![...]
[...]

domingo, 21 de julho de 2013

Rossio: «Em Lisboa, fingir-se feliz»

Ilustração, de Mónica Cid,  para artigo de Alexandra Prado Coelho («Crónica Urbana» - «Em Lisboa fingíamos que éramos felizes», na «Revista 2», do Público, de 13-07-2013 ) sobre o Rossio dos Refugiados, do tempo da II Guerra, um livro recente (de Margarida de Magalhães Ramalho) e uma exposição (no Torreão Poente do T. do P.)
 


[para S., o R. ainda hoje é Roteiro e Paragem - tarda a reabilitação do Edificado Envolvente
 - quanto ao assunto, sempre o interessou e fá-lo «regressar» ao Tempo do A. P. (out de 85 a out de 86) e a um certo tipo de estrangeiros que contavam ao B., que então era, que aí iam porque tinham lido... ]

quarta-feira, 1 de maio de 2013

S. Paulo (as «línguas» que eram pedras»)

[manhã cedo, lá foi T. - Graça, S. Luzia, Sé - pela primeira vez, alcançou a [que virá a ser a Nova] «Ribeira das Naus»
 - «internou-se» mais na sua Geografia de I., e o que viu, à volta da Praça de S. Paulo, deixou-o «triste»...]
[...]
      Por toda a parte se queimava alecrim para afastar a epidemia, nas ruas, nas entradas das casas, principalmente nas casas dos doentes, ficava o ar azulado de fumo, e cheiroso, nem parecia a fétida cidade dos dias saudáveis. Havia grande procura de línguas de S. Paulo, que são pedras com o feitio de línguas de pássaro, achadas nas praias que de S. Paulo vão até Santos, será por santidade própria dos lugares ou por santificação que os nomes lhes dêem, o que toda a gente sabe é que tais pedras [...] são de soberana virtude contra as febres malignas justamente, porque, sendo feitas de subtilíssimo pó, podem mitigar o demasiado calor, aliviar as areias, e algumas vezes provocar suor. [...]

                                        José Saramago, Memorial do Convento, 51.ª ed., pp. 244, 245

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Lisboa (um gato de) - Vasco Graça Moura

um gato de lisboa

gato manso das velhotas
de alfama e da madragoa
dormitas sem cambalhotas
e nunca leste o pessoa.

quando ronronas não notas
tanto espreitar da patroa
nem quer's saber das gaivotas
voando no céu à toa.

dos peixes só vês as rotas
pela espinha ou quando ecoa
o pregão com cheiro às lotas
onde os despeja a canoa.

és livre e nisso te esgotas
sem remorso que te doa,
e ao peitoril não desbotas
e esta luz não te magoa,

nem vês corvos nem gaivotas
empoleirados na proa,
mas de corvos e gaivotas
faz-se o brasão de lisboa.

Vasco Graça Moura, Poesia 2001 - 2005, Lisboa, Círculo de Leitores

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Alcântara

«A MENSAGEM ESTÁ NAS PAREDES»
- crónica de Alexandra Prado Coelho,na «Revista 2» do Público, de 02-12-2012,  - ilustração de João Catarino

 

domingo, 18 de novembro de 2012

Avenida da Liberdade - Eça e O´Neill

[«relocalizado» o primeiro vídeo da série «lugares bem lidos», do DN]

- AQUI

Avenida da Liberdade - (Hotel) Vi(c)tória



O arquitecto Cassiano Branco desenhou uma fachada inusitada, num edifício que, desde a sua construção nos anos 1930, sempre se destacou no meio de uma Avenida da Liberdade mais clássica.


Ilustração de Eduardo Salavisa para a Crónica «Nazis e Comunistas na Avenida», de Alexandra Prado Coelho, na «Revista 2» do Público, 18-11-2012


AQUI

Recorte:
O Victória tinha "instalações modelares de rara comodidade, com todo o conforto", às quais se somava, a acreditar num anúncio da época, um "grande terraço com emocionante vista dominando toda a cidade". [...]
Ao que parece, o conforto do Victória convenceu os espiões alemães, que, durante a II Guerra Mundial, andavam atarefadíssimos por Lisboa, e, nos intervalos, gostavam de descansar nos quartos, no bar e no restaurante. Conta ainda o Restos de Colecção [blogue que «informa» a Crónica] que dos hotéis pró-Eixo, em que se incluíam o Avenida Palace e o Tivoli, era o Victória  o considerado mais perigoso pelos americanos.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

Terreiro do Paço - Reconstruído

Vídeo do projeto internacional que recria a Lisboas de antes de 1755 - 

 "Cidade e Espectáculo: uma visão da Lisboa Pré-Terramoto" - desenvolvido por uma equipa coordenada pelos historiadores Alexandra Gago da Câmara, Helena Murteira e Paulo Rodrigues, investigadores do Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora, que conta com a parceria da empresa Beta Technologies.  [transcrito do artigo do Expresso] Vídeo reproduzido no Expresso

[Abrir na página do Projecto e ver também, entre outros Doc., a «Modelação» da «Real Ópera do Tejo»]

 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Rua de S. Paulo

O poema de Alegre, já nesta Casa Colocado, regressa, hoje, agora em mais um vídeo da série «Lugares Bem Lidos» - «Os cheiros e os sons do Oriente em Lisboa», no endereço eletrónico do Diário de Notícias: AQUI
 
 

sábado, 6 de outubro de 2012

Lisboa, de Campos, por Júdice


Lisboa com suas casas de várias cores,
Lisboa com suas cores de várias casas,
Lisboa de tantas cores, Lisboa de tantas casas.

Lisboa que acorda do Rocio ao castelo,
Mais tarde ou mais cedo, ao acordar dos cafés,
Mais cedo ou mais tarde, ao acordar nos bares,

Lisboa de tabernas que já fecharam,
Lisboa bêbeda em alfamas de outrora,
Lisboa de carne e de pedra.

Nuno Júdice
AA.VV., Histórias do Castelo, Edição EGEAC-Castelo de S. Jorge, 2010

Lisboa com suas casas / De várias cores - Campos

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores ...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.


Se, de noite, deitado mas desperto
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,

Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.


Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.


11-05-1934

Álvaro de Campos

Acordar, Lisboa - Campos

[alguns destes versos citados, desta vez, em mais um  álbum de Eduardo Gajeiro, sobre Lisboa, recentemente editado e que T. folheou ontem, na FNC - «não há verba, não há»]
 
[com cortes; ver, «quase completo», por exemplo, no «MULTIPESSOA»
 
Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da rua do Ouro
Acordar do Rossio, às portas dos cafés,
Acordar
E no meio de tudo a gare, a gare que nunca dorme,
Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.
 
Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo
[...]          (...)
 Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne.
Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode
acontecer de bom,
São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
[...]          (...)
 
A mulher que chora baixinho
Entre o ruído da multidão em vivas...
O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito,
Cheio de individualidade para quem repara...
O arcanjo isolado, escultura numa catedral,
Siringe fugindo aos braços estendidos de Pã,
Tudo isto tende para o mesmo centro,
Busca encontrar-se e fundir-se
Na minha alma.
 
Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
[...]

[não datado]
 
Transcrito das páginas 97 e 98 da edição da poesia de Campos organizada por Teresa Rita Lopes para a Assírio & Alvim, 2002
 
 
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Lisboa - «City Box»


T. subscreve tal mapa - Santa Catarina (até aos 17, 18); Santa Justa (entre os 20 e os 25, 26); Senhora do Monte (dos 41 «para cá...»)  - well
- de Catarina Sobral, Ilustradora, «O mundo das texturas literárias», de C. S. - «captado» no P3 - AQUI


 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Lisboa de Cesário e de Sophia


CESÁRIO VERDE

Quis dizer o mais claro e o mais corrente
Em fala chã e em lúcida esquadria
Ser e dizer na justa luz do dia
Falar claro falar limpo falar rente


 Porém nas roucas ruas da cidade
A nítida pupila se alucina
Cães se miram no vidro de retina
E ele vai naufragando como um barco


 Amou vinhas e searas e campinas
Horizontes honestos e lavados
Mas bebeu a cidade a longos tragos
Deambulou por praças por esquinas


Fugiu da peste e da melancolia
Livre se quis e não servo dos fados
Diurno se quis porém a luzidia
Noite assombrou os olhos dilatados


 Reflectindo o tremor da luz nas margens
Entre ruelas vê-se ao fundo o rio
Ele o viu com seus olhos de navio
Atentos à surpresa das imagens

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Ilhas, 1990

domingo, 16 de setembro de 2012

Lisboa de Cesário e de Eugénio

[abre amanhã mais Uma Estação;- o Agricultor estará no seu Campo;
- nunca foi Fácil; muito menos em tempos de «descartáveis»]

[e há o reencontro com os textos de outras, anteriores Estações]

EM LISBOA COM CESÁRIO VERDE

Nesta cidade, onde agora me sinto
mais estrangeiro do que um gato persa;
nesta Lisboa, onde mansos e lisos
os dias passam a ver as gaivotas,
e a cor dos jacarandás floridos
se mistura à do Tejo, em flor também;
só o Cesário vem ao meu encontro,
me faz companhia, quando de rua
em rua procuro um rumor distante
de passos ou aves, nem eu sei já bem.
Só ele ajusta a luz feliz dos seus
versos aos olhos ardidos que são
os meus agora; só ele traz a sombra
de um verão muito antigo, com corvetas
lentas ainda no rio, e a música,
sumo do sol a escorrer da boca,
ó minha infância, meu jardim fechado,
ó meu poeta, talvez fosse contigo
que aprendi a pesar sílaba a sílaba
cada palavra, essas que tu levaste
quase sempre, como poucos mais,
à suprema perfeição da língua.


1986

Eugénio de Andrade, Homenagens e outros epitáfios [1.ª ed: 1974]

Transcrito das páginas 249-50 da Poesia, 2000

 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Lisboa remota

[Transplantado do «Alpabiblio»]


III
As suas mais remotas imagens
de Lisboa: casas cor-de-rosa, afogueadas pelo Sol;
varandas confusas; nítidos degraus;
luzes de eléctricos, ao crepúsculo,
a fazerem dançar a névoa
sobre carris humedecidos.

David Mourão-Ferreira, Auto-retrato - primeiros traços
(transcrito de Jogo de espelhos, 2.ª ed, 2001