quarta-feira, 29 de julho de 2026

Avenida da Liberdade, Hotel Vitória

 - de FEV de 75 a ABR de 78, por aí D. passava diariamente, a pé, no percurso de S. Paulo à Rod.es Sampaio e volta...;

- artigo curto de hoje, no «Público» - «Vitória, o hotel de exilados espanhóis que foi centro do franquismo e do PCP»
Parágrafo inicial: 
      Um dia após desembarcar no Tejo, Ralph Fox, jornalista inglês, foi "beber uns copos" no recém-aberto Hotel Vitória, em Lisboa. Sentado num “banco alto” ao “balcão mais alto do mundo”, foi atendido por um “gordo barman espanhol”, que era “apoiante entusiástico de Franco”. As bandeiras fascistas de Espanha, Itália e Alemanha, nomeadamente da suástica nazi, denunciavam-no. Mas sobretudo ao hotel que, naquela noite de 1936, serviu de poiso a aviadores alemães. [...]

domingo, 28 de junho de 2026

Praça das Flores

 - [lembra-se D. de ver a Tese de M. que «originou» a expansão de J. V. e amigos para a Praça das Flores... (79, 80?); no 1.º ano da FAC (86-87), uns meses no C. de T., na esquina com a M. Portugal];

- artigo do «Público» -  «Praça das Flores – o retrato de um bairro cosmopolita» - «sobrevoa» o estado actual da Praça e do Bairro (Mercês?):

RECORTE:

[...] Nos últimos anos, uma nova espécie de comércio começou a multiplicar-se à volta da Praça das Flores. Embora seja uma das zonas com mais alojamentos locais, não foram as lojas de souvenirs ou as chamadas “tourist traps” que cresceram na antiga freguesia das Mercês. “Há novos espaços que dão autonomia às pessoas que quiserem passar o dia todo no bairro. Vão fazer aula de ioga, vão ao café, ficam a trabalhar nos espaços de co-working, fazem um ice bath (banho de gelo), fazem uma sauna, vão beber um copo à noite”, diz Luna, professora de ioga no Kynd Space, um “santuário de wellness” que fica perto do Príncipe Real. [...]

sábado, 13 de junho de 2026

Alfama, 2026 + «o cozinheiro-marchante» de S. Vicente

 - «invasão» anual do Bairro pelos que dele «foram obrigados»  a sair... - «case study», pelo menos...; [não são só «os Santos que devem estar loucos...»]

[- há muitos anos que D. não deambula por lá...];

- incluindo também Bairro Alto e Mouraria, artigos do «Público» e «vídeos»; 

- no «Fugas», a história do chef que larga a Cozinha e sobe a colina, para ir marchar...; chef jovem, lisboeta e qualificado...;

domingo, 17 de maio de 2026

Rua da Glória

entre Abril de 87 e 4 de DEZ de 89, D. oficinou neste espaço,


das 16 às ...., assim lhe sendo possível frequentar a NOVA; na Copa, aplicava-se em «sobreviver» ao Latim, pois o movimento era pouco e também «afugentara» o TURIS Nórdico ALC.o...; tinha cortado (as anteriores?) ligações com os do «Salão de Massagens» e, com a porta de ligação à RECEP fechada, tinha ainda melhores condicões...; Foto DAQUI [tb no H. A. P., entre OUT de 85 e OUT de 86...]

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

As Varinas de Almada

 - artigo do «Público» sobre as operações de restauro dos Murais de Almada nos Cais de Alcântara e da Rocha do Conde d´Óbidos 


Não há [em Portugal] outra obra deste período em que o corpo negro seja tratado com tamanha dignidade, nem com tanto protagonismo", diz a investigadora e historiadora Mariana Pinto dos Santos sobre o mural das varinas africanas na Gare Marítima da Rocha do Conde d'Óbidos Rui Gaudêncio

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Chiado: que Nome é o seu?

  - no jornal de Lisboa, «Mensagem», com  ilustração de Nuno Saraiva e texto de Ferreira Fernandes - segundo da Série «Fala-me de ti, Lisboa» : 

«Chiado: um largo de poetas, um nome misterioso e uma estátua que faz 100 anos»

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Loreto (Largo do Loreto)

 - no jornal de Lisboa, «Mensagem», ilustração de Nuno Saraiva para texto de Ferreira Fernandes - «A esquina do Loreto, um lugar do caraças». com múltiplas referências a Eça e suas Figuras - o primeiro de vinte, aguarda-se:


RECORTES(s):
[...]A Luísa da esquina do Loreto teria todo o interesse em ouvir Ramalho, que conhecia de Eça, amigo de peito, todos os enredos. No discurso, entre todos os personagens queirosianos, incluindo o autor em mármore, Ramalho qualificou a criada de quarto de Luísa (e senhora dos segredos da patroa) com o pior dos insultos que foram usados por ele. À dita criatura, ele chamou “a abominável Juliana”. E isso, a Luísa que ainda estava na esquina do Loreto, ainda não sabia. [...]


domingo, 6 de abril de 2025

Rua do Carmo

 

Rua do Carmo, década de 50, Arquivo Municipal de Lisboa - Fotográfico/Cortesia família Costa Cabral, do «P2»

segunda-feira, 24 de março de 2025

«de São Marçal à Rua da Cruz dos Poiais»; João Paulo Esteves da Silva

  - [mais um poema, de obra recente, possível de ser incluído na Colecção Cesárias XXI...]

ATÉ SANTOS O VELHO

Vou descendo a Rua de São Marçal
mirando a solidão, ouvindo os passos dados
e os chilreios, longe, atrás de muros de palácios.
Só ao cruzar a Praça das Flores me chega o burburinho
dos muitos cafés, dos restaurantes, das esplanadas.
Não paro, continuo a descer e os prédios empobrecem,
alguns bêbados encolhem-se nas soleiras, agora a Rua
da Cruz dos Poiais leva-me até ao campo do exílio precoce.
Cruzo a linha do eléctrico, a perceber cada vez menos
o porquê dessa minha levada, menino e moço, para aqui,
onde vivi de bolos e angústia em forma de piano.
Por estes becos despovoados, à espera de turistas,
terei feito recados, idas e voltas à mercearia,
em busca de figos secos (pretos, num cartuxo de papel pardo),
maços de cigarros para o avô, ramos de louro ou salsa.
Se me chegasse agora algum cheiro a alho frito,
talvez chorasse e percebesse e sarasse, enfim,
mas já ninguém faz o jantar nestes rés-do-chão.

01/11/2020
                           João Paulo Esteves da Silva, Ascendentes.   2025, p. 34

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

«Lisboa Infernal» OU «o Reino da Bebedolice»

- o «Paraíso Alcoólico», OU «do Bairro Alto ao Cais do Sodré», a 23, na RTP, por Sandra Vindeirinho, na Série «Linha da Frente»: AQUI;      [até a Igreja de S. Paulo «contribui» com  um Terraço para um negócio espanhol de «churros»...; «e esta, hein?»]

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Lisboa de Eça + «Bartoon»

 - no último ano com Gente de «2.º Bloco» [08 - 09], R. empenhou-se a tempo na aquisição de bilhetes para uma sessão normal de «Os Maias» no Teatro da Trindade, isto é, fora do horário escolar, na tarde de domingo, com a restante população... -   [sempre odiou as sessões «só para Qd.os» - no Estágio lá teve que «gramar» uma dessas: - Gil Vicente no Cinearte -]; 

- mais cedo, uma parte encontrou-se com R. no Cais do Sodré, para uma «mini-Visita Guiada», por Lisboa de Eça; [a verdadeira S. tb foi...]

- agora, a «reboque» da «Novela Panteão», «dossiê» Multi» no Público;

«Bartoon», de 9 de Janeiro:



domingo, 20 de outubro de 2024

domingo, 25 de agosto de 2024

Madragoa, Cais do Sodré + Varina da M. + Saramago

 - Nativo de 55, da Zona, todas as manhãs, com as alcofas, D. ia com o Pai Velho ao Mercado da Ribeira Nova, e lembra-se bem de muitas das «circunstâncias» apresentadas neste longo Artigo, no «Público» - «A última Varina da Madragoa»

Varinas no Cais do Sodré entre 1950 e 1970 
Amadeu Ferrari/Arquivo Municipal de Lisboa

- muito mais tarde, de OUT-NOV de 81 a 31 de Julho de 83, «oficiou» no M. B., na Travessa dos Inglesinhos, no interior do Bairro [quem lavava os guardanapos, no Lavadouro Municipal ainda aí existente, era uma «EX-Varina», senhora muito forte, mas já idosa, de cujo Nome não se lembra, dos Nódulos Venosos nas pernas, sim...]

- quanto à Varina da M. [Oliv.a + Ant.es], reabre no final de Maio de 26, comandada agora por um jovem Chef, de origens... [...]; D. ia lá aos sábados, servir os almoços... [não esquece a Cena-Rábula que O'Neil fez com o Arroz de Pato...]; quanto a Saram., no período de escrita do «Memorial»... [e o «resto já se tem dito...»]

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

São Paulo, Cais do Sodré (J. M. F. Jorge)

BES      AGÊNCIA DE SÃO PAULO

Como seria de esperar
os dedos eram ágeis, de um caixa bancário.
Foi na transição do euro
suspendiam-se a contar
hesitantes no reconhecimento do papel
moeda
e logo retomavam o balanceio veloz do roubo.

O escudo - disse-me quando terminou - 
  encontrou a morte no espelho. O dinheiro
gosta de morrer.
Por esta altura
assinava o papel que me estendera. Sorri-lhe. E
ainda me disse
    Não tenha grande pena do escudo, o euro
continua a ser do género masculino. Voltei a
sorrir enquanto lhe devolvia a esferográfica.

Do largo de S. Paulo a caminho da taberna
irlandesa do Cais do Sodré, numa velha 
loja de sementes comprei bolbos de
amarílis e de agapanto. Gastei as primeiras 
moedas novas. Depois, com o cheiro da cerveja
preta ao redor, bebi uma água sem gás.

Entrei no comboio; um dia muito límpido de
janeiro; antes de passar a estação de Santos,
formou-se no céu a negra espiral em voo dos
estorninhos              mais veloz que
o contar das notas do caixa, a
nuvem desfez-se nas altas árvores de um jardim,
semelhante ao furor de um tornado que
em turbilhão se afundasse nas águas do Tejo.

João Miguel Fernandes Jorge, Antologia dos poemas, 2019, pp. 126-127

sexta-feira, 19 de julho de 2024

Chiado («o novo incêndio do»); M. E. C.

 - em mais uma Crónica sobre o Tema, M. E. C. considera que a «Morte do Chiado é devida à Fuga dos Lisboetas»;
RECORTE(s): [...]
O problema do Chiado não é a população permanente de turistas: é a falta de lisboetas.
Os lisboetas fugiram. Abandonaram o Chiado. Já não se sentem à vontade. Não conseguem habituar-se a pagar preços exorbitantes, para mais quando há uma família ao lado que diz que é tudo baratíssimo. 
[...]
Os turistas de Lisboa já vêm ver a Lisboa dos turistas. Vêm ver-se a si próprios, num cenário luminoso e quentinho com empregados simpáticos que falam inglês.

- a 18 de Agosto, outra Crónica - «Lisboa prostituída» - sobre o mesmo Tema...; 

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Graça - Funicular

 - foto de Rui Gaudêncio, no artigo de hoje do «Público» [...] que, entre outros aspectos, faz o balanço de um projecto que levou só 14, 15 anos a ser  realizado [...]
- «vence» um percurso de 78 metros e, a R., parece «de brincar»

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Calçada do Combro

 - lembra-se, pelos 15 - 16 (final do 5.º ano), de assistir ao «desenhar» da Grande Estante, na casa de móveis ao cimo da Calçada, já perto do Calhariz [paga pela avó FORM.a, está há muito no ESC.o do GLH...]; durante anos, manhã cedo, a caminho do P. M., a alcançava quase ao fundo, vindo da Travessa do Alcaide; mais tarde, na FAC, houve a CONC., tb. aí moradora e tb. aluna do P: M. [...]

- nesta Crónica da «Mensagem», uma neta, ora ESTAG.a, evoca os avós, reproduzindo fotos dos Arquivos dos mesmos, e roteiriza algumas das «profundas mudanças» na C. do Combro [...

terça-feira, 18 de junho de 2024

Senhora do Monte OU «Tuk Tuk aos Molhos»

 - lisboetas, moradores, de Origem ou não, de perto do que já foi um Santuário do Silêncio = «Lavar a Vista pensando», começam finalmente a «reagir» à «Praga de Veículos Ridículos»; «Uma bagunça...», artigo do «Público de hoje:

Rui Gaudêncio
RECORTE(s)

[...] Nessa altura, conta, aquele ponto de observação panorâmica não fazia sequer parte dos roteiros turísticos. “Era um lugar fantástico, como se estivéssemos numa aldeia. Nem as pessoas da Graça costumavam cá vir. A partir de 2014, os tuk-tuks começaram a tomar conta do sítio. E isto está cada vez pior”, reclama a moradora, [...]

sábado, 8 de junho de 2024

«A cidade e o monte» + «The Fantastic world of the Portuguese Sardine.

 - Variação de Tema(s) de Cesário (+ citações de O'Neill e Cardoso Pires, por ex.o), para «O tempo de aqui-agora», em Crónica de A. C. Leonardo, no Íps
 
RECORTE(s):
[...] Chegada ao terceiro parágrafo, torna-se irresistível citar Bernardo Soares: “O comboio abranda, é o Cais do Sodré. Cheguei a Lisboa, mas não a uma conclusão”.
    Atrás de mim está agora o rio. Atravesso a rua – suja –, ziguezagueio entre tuk-tuks – alguns enfeitados por grinaldas de flores de plástico de cair bizarramente havaiano –, desvio-me de um casal asiático, obedeço à geometria do ângulo que delimita o passeio largo e ainda mal-acostumada à nova carburação urbana, passada a esquina, esbarro no Fantastic world of the Portuguese Sardine.
     A calçada encardida, o lixo que esvoaça ao vento. Obras! Pó! Arquitectura sem história e sem alma a crescer em crateras onde antes viviam alfacinhas, uns mortos, outros empurrados para os subúrbios. Entre os prédios, ajardinados desenhados à esquadria – cartesiana, naturalmente – nos quais as árvores, quando as há, não dão sombra [...]
     Regresso ao monte. Confirmo que a combinação de tempo e espaço é o luxo sem preço dos nossos dias. Sorrio ao lembrar-me da frase do irreverente arquitecto Manuel Vicente, “O campo é o sítio onde eu páro para mijar entre duas cidades”, e, por instantes, até a inexistência de jornais e camionetas no concelho perdoo aos da Câmara.