Não se ouvem aves; nem o choro duma nora! / Tomam por outra parte os viandantes; / E o ferro e a pedra - que união sonora! - / Retinem alto pelo espaço fora, / Com choques rijos, ásperos, cantantes. «Cristalizações», Cesário Verde
domingo, 6 de novembro de 2016
sábado, 29 de outubro de 2016
URGENTE: alguém faça um destes para Lisboa...
Lido no «Fugas» - AQUI
- Joana Estrela, «designer» e Ilustradora, editou um MAPA com a lista dos «10 melhores lugares do Porto para CHORAR...»
- vão (da casa de banho) «da cave do bar Plano B, junto à Torre dos Clérigos» até à Foz (“que podia ser mais perfeito que olhar o mar e chorar?”), passando pelo “paraíso dos gatos”, pela «Casa da Mariquinhas» (rest.), «Prado do Repouso» (cemit.) e OUTROS... - vai ser de «rir e chorar por mais», certamente...
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Lisboa («Nocturno de») - Eugénio
NOCTURNO DE LISBOA
Pela noite adiante, com a
morte na algibeira,
cada homem procura um rio
para dormir,
e com os pés na lua ou num
grão de areia
enrola-se no sono que lhe
quer fugir.
Cada sonho morre às mãos
doutro sonho.
Dez reis de amor foram gastos
a esperar.
O céu que nos promete um anjo
bêbado
é um colchão sujo num quinto andar.
Eugénio de Andrade (1923-2005), de Os amantes sem dinheiro (1950)
domingo, 9 de outubro de 2016
sábado, 8 de outubro de 2016
«Luzboa» - «Ilha dos Amores» - «V Império»
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«De Nuno Gama não se pode dizer que não parte um prato. Pôs 78 homens alinhados na Praça do Império, todos de prato em riste. Cada prato tem uma palavra. [...] último acto do único grande desfile aberto ao público da ModaLisboa. De repente, as palavras – “badalhoco”, “bissexual”, “preconceito”, “muçulmano”, “caixa d’óculos” ou “diferença” – vão ao ar e despedaçam-se no chão. E a banda continua a tocar.
O sol abrasador deste sábado em Belém recebeu a colecção de Gama para o próximo Verão, vinda da Ilha dos Amores a caminho do V Império. Luzboa, [...]
Recorte do texto de Joana Amaral Cardoso, do Público - DAQUI Fotógrafo identificado |
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
segunda-feira, 18 de julho de 2016
«Chafariz de Dentro» + «a Verdinha» de J. B....
- por volta dos 16' 25'', do programa «Literatura Aqui», de 5 de Julho, da RTP 2, J. B. como «Cicerone» da narrativa com que participou na Obra «Ler e Ver Lisboa»... e dos seus próprios percursos pela cidade...
- [quanto ao livro, parece que será necessário ir ao Saldanha, à L. M....]
domingo, 15 de maio de 2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Roteiro - em «5 Etapas»
- com partida e regresso ao Jardim Constantino - com diverso material, sugestões, informações... - a percorrer, no próximo Verão?
- «Da Rua das Barracas à da Inveja» - no Observador
- «Da Rua das Barracas à da Inveja» - no Observador
sexta-feira, 22 de abril de 2016
sábado, 9 de abril de 2016
«Os meninos e as meninas» - Querubim Lapa
'Os Meninos e as Meninas', na Escola Mestre Querubim Lapa, em Campolide, Lisboa
| PAULO SPRANGER / GLOBAL IMAGENS -
do «DN» |
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Rua da Prata, 78
[11 e 45;
Rua da Prata, no toldo do n.º 78:
"The World needs Nata"
[Marcha: "Cá vai Lisboa..."]
- Augusta, Conceição - o ponteiro custou mais 3 euros do que o da última vez - Prata;
- parece Outro Mundo, com prédios por RecUp. e lojas que «já foram»; a 10 metros, na Augusta, Flui o Rio dos Turis., quais CARN....]
"The World needs Nata"
[Marcha: "Cá vai Lisboa..."]
domingo, 27 de março de 2016
Alcaçarias (Largo das) + Zimler + Judiarias + Apaga-Apaga
| PAULO SPRANGER/GLOBAL IMAGENS |
O artigo, do DN, faz o «roteiro» do Roteiro construído a partir de "O último cabalista..." (de 96, e que D. leu, há anos, já) [...]
- na páscoa de 1506...
(V. recorda que muita coisa saiu, sobre esse Massacre, pelo centenário, ...)
- ao Passeio, pp. dito (do Rossio a Alfama), a Mentora chama "Exercício de Apaga-Apaga" (ou da "borracha mágica")
- DAQUI
segunda-feira, 14 de março de 2016
Vila Martel (+ Columbano + Antero + Skapinakis...)
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| Lisboa vista da Vila Martel por Nikias Skapinakis, 1956 |
«O sítio onde Columbano pintou Antero» - Artigo, da hist. Margarida Elias - que traça a história da Vila, no Público de hoje
- AQUI
No mesmo endereço, artigo que avalia o que já se fez nessa zona da Encosta da Glória e o que mais se planeia fazer...
AQUI
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Lisboa Romana
Olisipo (Lisboa), numa reconstituição virtual de César Figueiredo para o filme Fundeadouro romano em Olisipo, de Raul Losada
[«Lusitânia, uma terra no fim do mundo» - artigo do Público, de 31-01, sobre Exposição no M. N. de Arq. - Daqui]
sábado, 30 de janeiro de 2016
"[...] despertam-me um desejo absurdo de prazer"
"[...] que as sombras, o bulício, a maresia / despertam-me um desejo absurdo de sofrer" (« O sentimento de um ocidental», Cesário Verde)
"[...] despertam-me um desejo absurdo de prazer." (MEC, na Narrativa de hoje - «Lisboa Dantes» - AQUI
- sem comentários
"[...] despertam-me um desejo absurdo de prazer." (MEC, na Narrativa de hoje - «Lisboa Dantes» - AQUI
- sem comentários
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Lisboa como Palco Publicitário
- até como «acelerado» Palco Publicitário, Lisboa «fica Bem..»
- ruas e zonas representadas: Cais do Sodré, Terreiro do Paço, Rua do Alecrim...
https://www.youtube.com/watch?v=e_vL-xam9Vo
domingo, 17 de janeiro de 2016
Liberdade (Avenida da)
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| Ilustração de Patrícia Furtado para artigo «Imobilário» («A Avenida mais cara....») do DN - DAQUI |
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Ardinas
- Ardinas, D. conheceu muitos, quando foi C. [...]; o cheiro do papel e das sacas de Lona que carregavam aos ombros [...]; alguns, em quiosques impro-visados; a maioria "deambulantes"; o Sr. [...], com o Estaminé pendurado no GRadeamento da Conservatória do R. Autom., emprestava-lhe todos os jornais, revistas e «BD.s» de então - com eles, o Menino ocupava as manhãs, isentas de aulas [...]
- «meu irmão» é uma da expressões que o sr. J. C. S. dirige aos compradores, há anos, do seu Quiosque, «do modelo único» actual, instalado em frente à COR., no Chile - brasileiro, figura humorada, tem «leituras e estudos»- V. já o verificou várias vezes [...]; foi-lhe mostrar a ilustração, parodiando «que era ele» (...)
Ilustração de João Catarino, para a Crónica de Alexandra Prado Coelho (autobiog.), na «Revista» 2, do Público de domingo, 20 (primeiro da PAUSA, Aleluia) -
RECORTE inicial:
Lembro-me muito bem do som, um baque surdo, do jornal a aterrar no tapete à porta de nossa casa. Era entregue todos os dias de manhã cedo pela “senhora dos jornais”. Eu ouvia os ruídos tão familiares que o elevador fazia e pelos quais confirmava que já tinha passado o terceiro andar e que estava a chegar ao quarto, o nosso. As portas metálicas abriam-se e o jornal voava um metro até à porta. Ainda de pijama, eu entreabria a porta e puxava-o para dentro. [...]
Restante: - AQUIsexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Rua Nova dos Mercadores
«A quinta avenida do século XVI ficava em Lisboa»
Dois quadros descobertos em 2009 originaram um livro sobre a Lisboa quinhentista e a Rua Nova dos Mercadores. Naquela artéria confluíam produtos do império e gentes de todo o mundo, transformando a capital portuguesa numa cidade global.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
EntreCampos (Rua de)
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Ilustração de Mónica Cid, para a crónica de Alexandra Prado Coelho - «Quando a minha rua era uma aldeia» - na «Revista 2», em que se relaciona fotografia de obra de Marina Tavares Dias com memórias da própria cronista- DAQUI
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sábado, 7 de novembro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
Monte Carlo (Café)
[O M. C. abriu em 55, ano do Nasc. de D...]
Ilustração de João Catarino para a Crónica «Cafés, Cinemas e Bifes», de A. Prado Coelho, na «2», de hoje
- AQUI
Ilustração de João Catarino para a Crónica «Cafés, Cinemas e Bifes», de A. Prado Coelho, na «2», de hoje
- AQUI
terça-feira, 20 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
«Lisboa - cidade triste e alegre»
[deste «Fotolivro», dito «de culto», V. terá recebido, já há algum tempo, oferecida por Mestre B. S., uma «cópia», em DVD - que não sabe «onde pára...»] [título que é um verso de Campos, relembre-se]
Reedição, em papel, objeto de notícia no Obs., com reprodução de várias fotografias - AQUI
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Santa Apolónia - «fora de linhas»
- é um dos Roteiros que C. costuma «palmilhar», com General Z, ao final das tardes de V.: descer a Galhardo e a Mouzinho de Albuquerque e seguir até Santa Apolónia ( e para lá, depois...)
- S. A. «Fora de Linhas» roteiro videográfico, na Casa Do Público
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
LIsboa que amanhece - André Carrilho
[Lisboa «avistada» da Zmab, ao 13.º dia ou 1.º (de 5, espera-se...) da 18.ª «Avalanche»...]
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| Lisboa Que Amanhece, Editora Abysmo André Carrilho - dito «construtor de Puzzles- (no) - do Expresso |
domingo, 12 de abril de 2015
Cais do Sodré - British Bar
- para C., morador em S. Paulo, entre os 9 (?) e os 23, no 232, 3 (prédio pombalino «colado» ao do Ascensor...), o C. do S. era calcorreado quotidianamente...
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| Ilustração de João Catarino, para a Crónica habitual de A. Prado Coelho, no supl. «2» do Público, sobre o Mítico Relógio do não menos mítico espaço - na p. 31 ou AQUI - Recortes:
[...] poiso predilecto de José Cardoso Pires, que no livro Lisboa, Livro de Bordo o descreveu assim: “Tem um sabor a cais sem água à vista, este lugar.”
[...] Teresa Madruga, recorda Eduardo Lourenço, diz a Bruno Ganz [no filme de Tanner] “que andar ao contrário é uma forma como outras de medir o tempo”. - [num dos anos iniciais, no «Paraíso AA», C. foi surpreendido pelas histórias do P. - mestre de E. F. - então, e ainda, Propriet. do vizinho «Americano» ] |
quinta-feira, 5 de março de 2015
1.º de Dezembro (Rua)
Rua 1.º de Dezembro
À hora X, no Café Portugal
à mesa Z, é sempre a mesma cena:
uma toupeira ergue a mãozinha e acena…
Dois picapaus querelam, muito entusiasmados:
que a dita dura dura que não dura
a dita dita dura ─ dura desdita!
Um pássaro cantor diz que isto assim é pena
E um senhor avestruz engole ovos estrelados
Mário Cesariny, Nobilíssima
visão. Lx, Assírio & Alvim, 1991, p. 19 [1.ª ed: 1959; escrito entre
1945-46]
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Rossio (Paris, Sintra...)
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No final do século XIX a Estação Central era o terminus do famoso Sud-Express, que ligava Lisboa à capital com que todos sonhavam: Paris.
Texto de Alexandra Prado Coelho e Ilustração de João Catarino |
A partir de 5 de Dez. de 89, ao final de tarde, C., então D. [já com 34...], juntava-se às M., nos sobrelotados comboios...; ia até ao Cacém, à F. D., onde fora nocturnamente colocado, num «MiniConc», iniciando o percurso que o trouxe até Aqui [...mesmo que Diaf. CONG., desde 05..., a palavra Carreira continua a «bater»...]
Nesta «Crónica Urbana», de A. P. Coelho, também é referido, inevitav., o H. A. P., de 1892, onde, durante um ano, de out. de 85 a out. de 86, C. atravessava diariamente uma enorme Nave Escura... [outras histórias...]
Ler, na totalidade, na p. 31 do «2», supl. domin. do Público, de 08-02-2015, ou AQUI
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
«Lisboa desaparecida»
- «Saudades da Lisboa desaparecida» - da de antes do Terramoto - é o título do «dossiê compósito» publicado pelo Público - CATARINA MOURA, ANDREA ESPADINHA, EDUARDO RIBEIRO
- Terreiro do Paço, Rossio (+ Jerónimos + Mafra), com comparação «tecno» entre Gravuras - cópias entre si? - algumas (re)descobertas...
- aqui fica o endereço - para «reencontrar» quando passar para a «Gaveta-Tela de Baixo...»
- AQUI- REVER TAMBÉM - AQUI («Terreiro do Paço reconstruído»)
domingo, 2 de novembro de 2014
Rua Ivens + Rua Garrett + Querubim Lapa
Ilustração de Mónica Cid para a «Crónica Urbana» «Ritz e Casa da Sorte, Lisboa» - em que Alexandra Prado Coelho se encontra com Mestre Q. L., 88 anos, preocupado com (o futuro da) a obra que «espalhou pela cidade...» - na p. 31 da Rev. «2» do Público de hoje - OU AQUI
[Quando C., então D., «aportou» no Paraíso («9293», primeiro, «9697», depois), já Mestre Q. L. estaria «apos.» - mas raro seria o dia em que não o via por lá ... ]
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domingo, 7 de setembro de 2014
Rua da Conceição
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| Ilustração de Mónica Cid, para a «Crónica Urbana», «Rua da Conceição», de Alexandra Prado Coelho, na REV. «2», p. 31, do Público de hoje OU AQUI
RECORTE FINAL:
Mas o que mais me encantava eram os botões. Caixas e caixas de botões, e nós
à procura de um igual ao que tinha caído da manga do casaco — ou então,
decididas a arrancar o da outra manga para substituir os dois por outros mais
bonitos. No exterior da caixa, de lado, alinhavam-se como uma família cinco
botões iguais, do maior até ao mais pequeno. Dentro da caixa, a família
multiplicava-se e misturava-se, e era preciso encontrar os dois gémeos com que
íamos sair da loja, embrulhados num pedaço de papel tão pequeno que a minha avó
tinha de o guardar no porta-moedas para não o perdermos.
Voltávamos para casa com o problema resolvido — e o mundo parecia organizado
como uma caixa de botões e confortável como uma meada de lã.
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[C. passa amiúde pela Rua da CONC. - está no percurso do «28» [hoje, «enchumaçado» de TURIS)
- aí visita uma das últimas Papelarias «decentes», a única onde compra o PONT-CAN com que «macaqueia» a AUTOR... no QUAD. - (um dia, o FUNC lembrou que, «só na Baixa, eram mais de quarenta...»)]
- aí visita uma das últimas Papelarias «decentes», a única onde compra o PONT-CAN com que «macaqueia» a AUTOR... no QUAD. - (um dia, o FUNC lembrou que, «só na Baixa, eram mais de quarenta...»)]
- em prédios degradados, resistem as RETROSARIAS
[nas casas da INF de C., a visita da Modista - a DONA LAURA, por décadas - chegou a ser semanal - eram 6 pessoas, 3 crianças - havia sempre roupa para arranjar, modificar...]
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Rua do Loreto, 15 - 17
[pela «Geografia da Infância», C., então D., frequentava as «matinées» [de DOM à tarde] de, pelo menos, 3 cinemas:
1. Cinearte (a Santos, que, por ora, continua a ser a Casa de «A Barraca»...)
2. Ideal (que nomes entretanto foi tendo?) no Loreto («entre» Camões, Bairro Alto, Chagas, Bica...) - filmes populares, de «Aventuras», «Westerns» e afins...)
[era o «tio Armando» que levava o Menino ao «PIOLHO» - nome «não-metafórico»?)
3. Jardim Cinema (ao Rato, menos vezes...)
4. Chiado Terrace (?); Tivoli(?), Condes(?)
4. Chiado Terrace (?); Tivoli(?), Condes(?)
- no «pós - 25», o «Ideal» teve «Fases» (que «prolongavam sempre mais» a Agonia...): a do Cinema Indiano; a do Filme P. [...] ...
[quando houve um «Ciclo Pasolini» [Data??], D. voltou lá [...]
- o que passava na Tela «não batia certo» com «aquele» Público [...] e D. saiu «naturalmente mal disposto», após o (primeiro) visionamento de «S. ou os 120 dias de S.», em tal «ambiente...»
- aos 110 anos (ainda há M.?), sofre recuperação a SÉRIO - e de livro entretanto saído com a história, fala a autora (M. do C. Piçarra - «tinha um público muito masculino») em vídeo do Observador: AQUI
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Madragoa, ex - Mocambo
- C., sempre como D., pode referir «3 Madragoas pessoais»:
1. a da Infância, das Marchas, das [...]
2. a do Liceu, do P. M. - aí morava o G., «desbocado brigão criado por avó...»- se a «MEMO» não falha - bairro de ocasionais «surtidas» [...]
3. a da «M. B.», na Travessa das Inglesinhas, calcorreada em quotidiano de Sobrevivência, entre Out. de 91 e 31 de Julho de 93... [outras histórias...]
«África no centro de Lisboa. Negros, pescadores e freiras. Histórias (esquecidas) da Madragoa, anteriormente conhecida como Mocambo.»
Alexandra Prado Coelho (texto) e Mónica Cid (ilustração) - Público, «Revista 2», 13-07-2014, p. 31
RECORTE:
Alexandra Prado Coelho (texto) e Mónica Cid (ilustração) - Público, «Revista 2», 13-07-2014, p. 31
RECORTE:
[...] No Mocambo, bairro criado por alvará régio no final do século XVI, misturavam-se negros e pescadores, para além das religiosas dos vários conventos que ali existiam.[...]
Completo: AQUI
Completo: AQUI
domingo, 27 de julho de 2014
Barbeiros, II
Nesta ilustração de João Catarino, para a «Crónica Urbana» «Costureiras, ardinas e barbeiros na Lx de outros tempos» (Público, «Revista 2», 27-07, p. 319), é representada a Barbearia Campos, do Chiado (que «sobrevive») - (as referidas noutra Casa, para a década de 60, seriam a «versão modesta, ou «de bairro», desta).
A cronista (A. P. C.), partindo de «uma coleção do Notícias Ilustrado dos inícios de 30, discorre sobre este e outros Tipos da Lisboa de então - AQUI
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Jacarandá(s) (o último) - Eugénio, Eli
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| Ilustração de João Catarino |
«O último jacarandá florido de Lisboa» (Público, «Revista 2», 29-06-2014, p. 38)
- nesta «crónica urbana», Alexandra Prado Coelho vai dos jardins de Tóquio (dos rituais associados às suas cerejeiras em flor, pela primavera) aos jacarandás de Lisboa, pelo meio citando o conhecido poema de Eugénio de Andrade («São eles que anunciam o verão. / Não sei doutra glória, doutro / paraíso: à sua entrada os jacarandás / estão em flor, um de cada lado / ...),
- celebrando o Fim, a busca de «um já muito tímido tapete roxo nalguma rua»...
Foto de Eli sobre o mesmo motivo das roxas flores caídas: AQUI
domingo, 12 de janeiro de 2014
Avenida da Liberdade + «Passeio Público»

Ilustração de João Catarino, para a «crónica urbana» , "Lisboa não sejas francesa», de Alexandra Prado Coelho, na «Revista 2» do Público de hoje;
- «paralelismos» entre o demolido «Passeio Público novecentista» e a «avenida à francesa» que daí nasceu
- Texto completo: AQUI
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Alfama
«LISBOA
No bairro de Alfama os carros elétricos amarelos chiavam nas subidas.
Ali havia duas prisões. Uma era para ladrões
que acenavam através das grades.
Gritavam, queriam ser fotografados.
"Mas aqui, disse o guarda-freio com um risinho de hesitação,
"aqui estão os políticos." Olhei para a fachada, a fachada,
e no último andar, a uma janela, vi um homem
com um binóculo a olhar para o mar.
No bairro de Alfama os carros elétricos amarelos chiavam nas subidas.
Ali havia duas prisões. Uma era para ladrões
que acenavam através das grades.
Gritavam, queriam ser fotografados.
"Mas aqui, disse o guarda-freio com um risinho de hesitação,
"aqui estão os políticos." Olhei para a fachada, a fachada,
e no último andar, a uma janela, vi um homem
com um binóculo a olhar para o mar.
Roupa que fora lavada secava pendurada ao sol. As pedras dos muros estavam quentes
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma senhora de Lisboa:
"Aquilo era mesmo verdade ou fui eu que sonhei?"»
Tomas TRanstromer, 50 poemas (tradução de Alexandre Pastor), Relógio D'Água Editores
domingo, 29 de dezembro de 2013
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