segunda-feira, 29 de junho de 2020

«Lisboa Aquática», de Cardoso Pires, Soares, Cesário..., por Tabucchi e Mega Ferreira

- vai-se pela «RTP Arquivos» até ao programa, da série «Portugalmente», de 1999, com Tabucchi e Mega Ferreira

Recortes:
- Mega F.: Lisboa «Cidade Aquática?» [...]
- Tabucchi: «Lusíadas = Grande poema Épico da Europa» = «por excelência, marítimo, salgado, invoca Musas de água Doce» [...]

sábado, 27 de junho de 2020

A escola do Paraíso

     Por extraordinário que pareça, o Paraíso existe e está ao nosso alcance: ao cimo da Calçada, quase no encontro das três ruas, mas recolhido e ausente. Desde a Sé lá em baixo, o labirinto das ruas, a meia-laranja, a íngreme ladeira com os gradeamentos polidos como bronze, os telhados sobrepostos, a capela sempre fechada - tudo isto forma um presépio erguido sobre muros e socalcos de jardins donde se debruçam velhas pimenteiras, trepadeiras e flores mal cuidadas, e se enxergam painéis de antigos azulejos.
      O quadro é exactamente o mais próprio para nele se edificar um mundo à parte, duradoiro como o sonho. e como ele vago se quiserem, mas tangível, com vida e personalidade. É Lisboa, uma realidade em si, e será preciso tê-la conhecido e vivido nela para bem a compreender e amar. Reluzente e aguado de fresco, o Tejo em frente banha os pés do anfiteatro, sob o docel do azul brunido e sem nuvens, enquanto o sol traça com minúcias de buril os perfis do Castelo, cimalhas de palácios, chaminés. [...]

José Rodrigues Miguéis, A escola do paraíso (1960), Estampa, 1993, 9.ª Ed., p. 37

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Lisboa, anos 40



Fugido ao nazismo e estabelecido no Brasil, o francês Jean Manzon fotografou Amália a cantar nas ruas velhas de Lisboa nos anos 1940

JEAN MANZON/CEPAR CULTURAL, SÃO PAULO; CORTESIA DO MUSEU DO NEO-REALISMO, VILA FRANCA DE XIRA
 Copiado do «Expresso», «Revista E», de 20 - 06 - 
2020
(com «senha» ou ASS.a, só...)

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Lisboa, em «pausa turística» - António Guerreiro

- «As cidades inviáveis» (por Engano ou «por Calvino», F. escreveu «Invisíveis»...), «Crónica-ensaio» de António Guerreiro, hoje, na p. 30 do «Ípsilon» ou AQUI

RECORTE:
[...] Vaguear e redescobrir esta cidade de que tínhamos sido expropriados pode proporcionar momentos jubilantes de uma fruição que não é apenas estética (pelo contrário, até nos faz desprezar toda a estetização). De repente, a cidade já não é um espectáculo indiscreto, exibicionista, quase obsceno, mas projecta-se sobre um fundo que não é imediatamente visível: o tempo, a história, a memória. Em suma; tudo aquilo que foi branqueado como se branqueia o dinheiro sujo. Mas este prazer reconquistado, sabemos muito bem, é egoísta e cínico: eleva-se sobre uma tragédia inaudita que se abateu sobre muita gente: a massa de empregados precários, de agentes de uma economia informal, de pequenos proprietários, de promotores privados de alojamento local que muitas vezes passaram a viver fora da cidade ou em casa de família para retirarem rendimento vital das suas próprias casas. É bem conhecida esta lei implacável: quanto mais a cidade se enche de turistas, mais se esvazia de habitantes. [...]

segunda-feira, 8 de junho de 2020

domingo, 7 de junho de 2020

sábado, 9 de maio de 2020

Em Lisboa, com Pessoa... Ou «a minha cidade», F. Fernandes

- O Chiado, por onde D. andou no dia 19, começa a «estar um pouco mais povoado»; por ela Deambula o Cronista, «para cá e para lá», no Tempo e no Espaço» - Ferreira Fernandes, «DN», 09-05
FRAGMENTOS:
[...] Nesta semana, fui pela Rua Garrett. E, em subindo, uma foto me veio à memória, ano 1935. A Polícia de Trânsito ensinava o povo a subir pelo passeio da esquerda e a descer pelo da direita, para que a multidão não se atropelasse... E eu, nesta semana, fui pelo meio do asfalto, despreocupado, dando as costas aos automóveis que não vinham. O mundo agora está diferente. 
Chegado lá cima, vi que a solidão cai sempre bem a Fernando Pessoa. Não que a cadeira ao seu lado estivesse vazia, como quase sempre. Não estava. Sentado nela estava um homem da minha idade, sem pressa de selfie e nem sequer máquina de fotografar ou telemóvel inteligente. Sentado, companheiro, mais nada.[...]
[...] homem que nesta semana esteve uma eternidade - desde mim subindo devagarinho da Bertrand, até à boca do metro, onde fiquei discreto - ter sentido ser um companheiro do poeta. Evidentemente que ele sabia que a solidão de Pessoa está sempre povoada. E eu, ao vê-los no diálogo calado de um quase vazio Chiado, senti-me feliz cidadão de Lisboa. Do porto de partida da mensagem, da palavra que move os homens, de um pequeno país para o mundo. Da minha cidade.   [...]Na Lisboa presente, voltei à de sempre. Um dia, na guerra mundial [...] Voltei à Baixa para perceber a solidão que me marcara. Depois vi, em frente ao Londres Salão e na Casa Tavares e Tavares e outras lojas de tecidos e panos, mulheres velhas e jovens de máscara. Esperavam a vez para entrar, para comprarem tecidos e panos. Para sobreviverem fazendo máscaras salvadoras.
Porto de abrigo dos seus e dos de fora, Lisboa. Já vos disse? A minha cidade.

sábado, 2 de maio de 2020

Rua Morais Soares, por Tolentino Mendonça

- as recentes «operações sanitárias» em pensões que agora têm o nome global de «Hostel» estarão «na base» desta crónica de Tolentino Mendonça - AQUI, pelo menos para os dois parágrafos iniciais;

Recorta-se o 3.º parágrafo, com acrescento de sublinhados:

[...] Parece que este finisterra é apenas um compasso de espera feito de vidas precárias, de pensões baratas e sobrelotadas, de população flutuante, de comércio desembaraçado, em grande parte anónimo e informal. E nem é difícil dar-se conta daquilo que paira no ar: uma espécie de expatriamento que é mais fundo do que ter simplesmente deixado uma pátria; uma condição dialetal, que é nunca mais voltar a falar com segurança, e por inteiro, uma língua: só um estranho meio dialeto, só umas quantas palavras; ou uma inexorável solidão humana que se espalha, tornada o cheiro de toda a pele. Contudo, é um erro pensar que esta Morais Soares é um sítio sem história. Pelo contrário: como poucos, ele devolve-nos com brutalidade à história; somos aqui atirados para o coração convulso da nossa época; e podemos lê-la não na ideologia, não nas idealizações, mas na carnalidade da vida. [...]

José Tolentino Mendonça, «Rua Morais Soares», «Expresso», 01 - 05 - 2020, Revista “E”, p. 90

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Rua Gomes Freire

- Recortes do excerto final de crónica de Ferreira Fernandes, intitulada «Lisboa nunca mais te deixo sem mim»:

      [...] Mário Soares, nos seus últimos anos, sempre que saía de casa pedia ao motorista para passar pela rua Gomes Freire. A rua leva ao Campo de Santana mas não o merece, é incaracterística. [...] Mas o velho Soares não era ao Campo de Santana que rumava, era mesmo à rua Gomes Freire.
    O motorista abrandava pelos caixotes com marquises, prédios feios da década de 1960, mas só no muro alto do hospital Miguel Bombarda, Soares, pela janela do carro, espreitava para o que não via. Ali havia uma casa, onde ele foi Gigi, o menino de sua mãe. A volta do carro era um passeio íntimo, a madalena de Proust, o trenó do Citizen Kane. [...]  [sublinhados acrescentados]

segunda-feira, 6 de abril de 2020

«Oh, Lisboa meu lar» - João Botelho

- «compensação« para Tempo de Covid - 19, este DOC., de 2010, de João Botelho
- continuará disponível, superada a EPID.?; quem deverá (ia) pagar o Trabalho dos ART.as?

-Recorte daí:

«Eléctrico 28. Da Graça aos Prazeres, uma viagem de 20 minutos. Um pequeno filme didáctico sobre os sítios de Fernando Pessoa em Lisboa. Fernando Cabral Martins, que protagonizou Pessoa em “Conversa Acabada”, utiliza o eléctrico para atravessar Lisboa e ouvir pedaços da obra do poeta.»

domingo, 5 de abril de 2020

«Lisboa sem lisboetas», por M. E. C.

- RECORTE:
[...] Deslumbrou-me ver Lisboa vazia, entregue à nova Primavera, como uma mesa posta para quem ainda não veio**.
Mas Lisboa ainda não sabe que já não vem ninguém; ainda não foi informada, ainda abana o rabo quando toca a campainha.
Passo pelo Rato, Príncipe Real, Bairro Alto, Camões, Chiado, Terreiro do Paço, Cais do Sodré, Santos. Levo dez minutos a perceber que estou à procura de lisboetas.
Deslumbro-me durante dez minutos. Preparo as minhas palavras sobre a beleza da cidade sem ninguém. [...]
[sublinhados acrescentados]

sábado, 29 de fevereiro de 2020

«Alis Ubbo»

- de volta ao «pesadelo» da Lisboa Turisticada, desta vez num doc. de Paulo Abreu
- a partir do «DN» - RECORTE:


[...] Filmado sempre pela calada (num trabalho que terá começado em 2016), Alis Ubbo (que em fenício significa porto seguro) põe a ridículo a febre e os procedimentos do novo turismo enlatado. Abreu observa e deixa-nos perante o vazio de toda esta tragédia de consumo rápido e de falta de respeito pela identidade de Lisboa. Conforme o cineasta brasileiro Karim Aïnouz já disse, Lisboa transformou-se numa Lisboalândia, numa feira de futilidades com propensão gourmet [...]
- AQUI, também; Casa do REalizador, no VIMEO

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Lisboa, 1940, por Saint-Exupery

- tem sido um esforço contínuo, nos últimos anos: não «perder» os (curtos) vídeos da série «Lugares Bem Lidos», do «DN»; fixa-se, então, o de Junho de 2012, Lisboa da Exposião de 40,  pela Visão de Saint-Exupéry...

terça-feira, 29 de outubro de 2019

EM LISBOA (Cesariny e o retrato...) , Al Berto

Fotografada da Pág. 42 -
 da série «Linha de Água»?
- [8 e 33; espera-se que o «Homem de Setúbal» venha acabar...]
- raro será o ano em que F. não leve «Paul Klee e o peixe do lume» ...; ora, quando a «Orelhas» do Canto, que se «finge difícil, desligando», apareceu com um livro desse «Ex-AA», como se «fosse a descoberta da pólvora», F. levou-o já; «post-it» antigo assinalava este outro ...: 




CESARINY E O RETRATO ROTATIVO DE GENET EM LISBOA

ao lusco-fusco mário
quando a branca égua flutua ali ao príncipe real
as bichas visitam-nos com as suas cabeças ocas
em forma de pêndulo abrem as bocas para mostrar
restos de esperma viperino debaixo das línguas e
com o dedo esticado acusam-nos de traição
[...]

lá fora mário
longe da memória lisboa ressona esquecendo
quem perdeu o barco das duas ou se aquele que caminha
será atropelado ao amanhecer ou se o soldado
que falhou o degrau do eléctrico para a ajuda fode
ou ajuda ou não ajuda e se lisboa num vão de escadas
é isto
tão triste mário sobre o tejo um apito

Al Berto, A secreta vida das imagens, Contexto, 1991, p. 43



sábado, 26 de outubro de 2019

«Cheira Bem, cheira a Lisboa», por M. E. C.

- é irresistível trautear a «Velha Música», ao ler-se a Crónica de hoje de MEC...
RECORTE:
[...] Saímos do Largo do Camões pelo Chiado fora, registando melhorias, ausências, novidades e desilusões.
“Aqui era a Pastelaria Marques”, digo eu à Maria João, apontando o que é hoje a Stradivarius. Mas ela é novita e não se lembra da Marques.Maior foi a minha melancolia: era a pastelaria favorita da minha mãe. Eu preferia a Ferrari e não era, como teimava a minha mãe, por causa da marca de automóveis – era por causa dos folhados de carne, dos babás de rum, dos duchaises e dos batidos de morango.
Fomos lanchar à Confeitaria Nacional, o último reduto da velha guarda, onde há bolo-rei à fatia, mesas vazias, empregados exímios, clientes felizes e um mundo inteiro de delícias por provar. [...]

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Lisboa Ribeirinha, 1936 + Dia 6 da Obra

- um dos primeiros Retratos da Lx. de 36, , no «Ano da Morte de R. R.»....
- relido de manhã, pelas 7 e 45, ao balcão do Estaminé do Sr. Del.. + Ag., enquanto esperava pela «outra Equipa»....
- (expressão ontem usada pelo Setubalense A., Canal.or «à Antiga Portuguesa» (sim, ainda há disso...):


domingo, 30 de junho de 2019

Almirante Reis (as duas faces da)

- desfile de rostos, com «propostas» de agentes imobiliários como «pano de fundo» - DOC. de Filipe Penajóia - no P3, do Público

- [fechado definitivamente o «Capítulo 124», por aí continua D. a circular diariamente]

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Rossio: café Gelo (Vítor Nogueira)

Foto de R. M., copiada do EXP.
- dele, na Estante de W., só existe «Mar Largo» o seu «livro sobre o Rossio», de 2009; num  dos vídeos, o autor lê «Pontas», da p. 39, com a referência à Placa que assinala que Eça...; transcreve-se o da pág. 41. 




GELO
Agora é apenas um café com paredes adornadas, 
imagens retratando destemidos ancestrais.
O tempo foi passando, não foi? Um acidente
em câmara lenta a uma escala cataclísmica.

Grande parte daquilo que fazemos é construir
memória, uma promessa frágil ao futuro.
E pensar que na vida acumulamos tanta coisa,
sobretudo se por hábito não deitamos nada fora.

Mas ninguém pode travar a grande máquina.
Diz-se que a viagem conta mais do que o destino.
Perscruto as águas envolventes, em busca de
sombras, enquanto o mar revolto bate no casco.


Vítor Nogueira, Mar Largo, & etc, 2009, p. 41

quarta-feira, 17 de abril de 2019

«Escadinhas do Duque [...] escadinhas de Sísifo OU Aquiles no rasto de Cesário (Djaimilia P. de Almeida)

(inevitável, pensar no «Sentimento de UM OCIDENTAL» - ora dum Africano, Aquiles...)

No Rossio, as pessoas ainda voltam a casa. Aquiles passeia como se tivesse fugido de casa, como se tivesse deixado o pai para trás. A barriga colada às costas é a única recordação que tem de Cartola quando está no centro da cidade. Estão unidos pela fome.
Lisboa ganhou um nome e uma forma, fez-se Lisboa para ele. Agora, ao crepúsculo, a forma esbate-se e a cidade é um gás irrespirável. Anda por ela como um cão manco a farejar, um príncipe dos cães vadios. Aquiles vai invencível na solidão, enche o peito de ar, inspira contra o vento, resiste. Sente-se limpo, lavado, cheira o perfume que pôs no cabelo, o vento entra-lhe pelo nariz. Ele pode tudo, quer tudo, consegue tudo. É o homem que se encontrou sozinho em Lisboa.
E logo afrouxa à medida qua as ruas esvaziam como o mesmo cão sem esperança de que alguém o leve para casa, vai de gigante a formiga no tempo que leva a descer uma travessa.
[…]
De noite, perde o medo: é da cor da cidade, caminha sem o fardo de ser visto, ninguém dá por ele. Tem a cor dos pombos, dos vagabundos, dos gatos, das putas do Cais do Sodré, cuja cara não distingue vendo-as de passagem, os seus cabelos caju lambidos, os lábios gastos; da cor dos táxis estacionados a ouvirem relatos, da cor dos telhados, das estátuas, da cor do céu.
[…]
Para quê ter pressa de ir para casa? Os pombos dormem no Rossio pousados na estátua. Choveu e o chão da praça rebrilha à luz dos candeeiros. Ele é um marinheiro em terra, um pescador sem história, o nativo perfumado, o operário coxo.
Meu bom Aquiles, quão longe estás tu de casa? Já não há outra casa para além dos toldos da Rua Augusta, do cheiro a mijo das casas de banho do Terminal do Rossio, das Escadinhas do Duque, que sobe aos tombos, escadinhas de Sísifo. Não há pressa nem de ter casa nem de ter pai nem de ter mãe. A noite salva-o de estar sujo por dentro. Aquiles tem a cor da noite e não carrega aos ombros o fardo de ser quem é.

Djaimilia Pereira de Almeida, Luanda, Lisboa, Paraíso, 2018, Companhia das Letras, pp. 168 - 170


domingo, 10 de março de 2019

Glória (Rua e TRavessa da Conceição da)

cerca de 1950,  VIRGINIA WATLAND/
ARCHIVE PHOTOS/GETTY IMAGES

- foto duma esquina, de uma fotógrafa estrangeira [...]; marçano - varina - «mercearias finas + vinhos finos...»; D. lembra-se bem «desta» Lisboa...

- (na R. da G.,  no H. SS. A., entre Abril de 86 e Nov. de 89, D.  «vegetará» ..., para finalmente concluir uma FAC....)

- fotograf., após o Café na [...], da p. 16 do «P2» - dossié sobre as fotógrafas estrangeiras que, em décadas de FASc., documentaram PORT. [...]


- da legenda: "fotografia de Virginia Watland, captada durante a década de 1950. As imagens de mulheres com cargas à cabeça são uma constante na produção imagética de Portugal desta época."

domingo, 3 de março de 2019

«Cidade Triste e Alegre» na barbearia «Marítima»...

- [«Marítima», como o clube que organizava a Marcha...; como o nome da profissão de quem lá morava...]
- umas vezes, o Pai Velho mandava o Menino ao Sr. Fernando, na Calçada Salvador....
- noutras, ao sr. Manuel, na Calçada da B. Grande... 
[é ainda o sr. Manuel que «participa» no Vídeo da série «Voz» (2005?) , em que Paulo Pires lê «Lisbon R., 26»]

- [transformada em habitação...: n.ºs 4 e 4-A]

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Rua de S. José: «A Minhota»



Desenho e texto reproduzido
do blogue do Sr.**
Continuando a descer a Rua de São José, chego aos números 138-140. Um edificío que tem a bonita leitaria "A Minhota", referenciada nas Lojas com História. O azulejo exterior é lindíssimo. Existe desde 1927.
A casa está um pouco desleixada, sem a preocupação de melhorar as montras. Não costumo ir lá beber café, sendo mais um ponto de encontro das pessoas mais velhas do bairro. [...]




- longa rua, paralela à Avenida e à Rodrigues Sampaio, por onde D. deambulava, na fase SMT e MED (entre 75 e 78...)...
- desenhadas as fachadas dos comércios Tradicionais, em Fecho Imparável - no P3 - por um sr. Contab.-sketcher.**..

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Lisboa: «street art em todas as esquinas»




- Lisboa ilustrada por casal canadiano, ambos profissionais, que destacam:
«comida deliciosa, música no ar, street art em todas as esquinas, clima óptimo, pessoas amigáveis e, claro, todos os maravilhosos edifícios coloridos e com azulejos" - no P3


(imagem da página do Artista)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

100 lisboetas no palco

Tudo começou na Alemanha há onze anos. O Teatro Hebell convidou os Rimini Protokoll para fazer um retrato da cidade de Berlim, por ocasião do seu 100.º aniversário. [...]‘vamos convidar a cidade inteira para subir ao palco’”, conta ao PÚBLICO Helgard Haug, um terço dos Rimini Protokoll. “Como percebemos que provavelmente não seria possível, chegámos ao número 100”, continua. 100 anos de Teatro Hebell, 100 pessoas, 100% Berlim. [...] Uma centena de pessoas, sem ligação ao mundo do espectáculo, no palco para fazer o retrato de Berlim em 2008. Desde então, os Rimini Protokoll já aplicaram o mesmo molde a outras 35 cidades, [...]  Agora, chegou a vez da capital portuguesa. 100% Lisboa para nos contar o que é esta cidade [...]

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

«O Nome da Cidade (Digo ...)»

- Crónica, de Catarina F. Almeida, em «As palavras do regresso»   [«Blogue» de Joel Neto; já não]

Excerto  final:
[...] Numa rua do Castelo, à frente de um quartel desabitado com a melhor vista fantasma da cidade, mora ainda a minha infância. Levo comigo, para toda a parte, as portadas brancas dessa casa onde o sol não entra, mas avança. Adoro o som dos meus passos no soalho de madeira, a voz clara dos poetas brasileiros que os meus pais ouviam de manhã, e a casa dos avós, ali tão perto, que se atravessava a passos largos, nas tardes de luz e de ópera. Por vezes, ouço o grito solitário dos pavões, cativos nos jardins de São Jorge, e lá por dentro estremeço: o que é voltar a casa? De que fios se urde a sensação, haverá algum segredo, alguma fórmula para descrever o lugar onde nos esperam, intactas, as nossas ilusões? 
      Vejo Lisboa de cima, recortada na asa do avião, aparecida no fundo de uma cortina de nuvens, distante ainda, mas evidente – e a cidade atinge-me com a força de tudo o que ainda sou. Nas suas ruas, ao entardecer, conspiro a minha próxima errância. Naquela esquina de que me esqueço, e onde alguém tentou escrever um verso, volto a encher-me de esperança. De todos os lugares do mundo, só Lisboa me vê partir. Há nela uma passagem para o eterno que não chega a ser secreta, porque o lugar de onde somos nunca o tempo o fez ruir.

sábado, 10 de novembro de 2018

Lisboa(s) [Fotogramas Soltos das] - Cardoso Pires

- Leituras, «Videografadas» - (de 2008) - de «Lisboa, Livro de Bordo»...
- do Arquivo-Videoteca Municipal; no YT

domingo, 21 de outubro de 2018

«Cá vai a smart Lisboa...» - OU «Turista não descansa»

- [já nem ao domingo de manhã se pode ir ao CH...]

- 8:30 - esquina da José Falcão - várias trotinetes esperam ser recolhidas... [Neg. - Tecno explora mais ou menos os Trab.s, tornados «recibos verdes»?]
- 8:45 - na outra esquina, grande (e abrasiva) Poça de Mj., junto à caixa da EDP...
 - 9:45 - na Docel, antes do serv. religioso, a Geração do Leste da ponte V. da G. (agora avó) dedica-se aos «duchesses»...
[ah, e o senhor que D. pensava ter sido Func. no P. M., fora afinal o Func. do Teatro Anatómico da Nova, o sr. Carlos....; eh, eh...]
- 10 e 45: duas «chinfrineiras»: a do «Speaker» (de conversa Idiota...) da «Corrida Montepio» (tudo Laranja), em pleno Parque de Diversões Rossio; a das Rodinhas da Malta do Norte, Ch. abaixo...
- 11:30: subindo para a Penha, constata-se que é mais difícil a um Turista fazer-se passar por LIsb.a do que... [«e o resto não se diz...»]

- ” Ser smart não é vender a alma ao turismo" -  frase de arquitecto, citada 
na crónica «Lisboa é um donut com chantilly», de Bárbara Reis, de 02 de Novembro, no Público

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Lisboa Cidade Branca (Tanner)

- é de 83, o filme (de 5 anos antes do INC. no CH....); 
- deve «andar por aí» o DVD em que o viu; já foi há muitos anos..., mas D. lembra-se do Jogo de identificar os cenários do filme no Mapa, sempre em transformação, da Cidade e, também, no Mapa de Infância de D....; e agora, será no Mapa da Lisboa Turisticada...
- entretanto, pode ser «revisto» no YouTU

domingo, 19 de agosto de 2018

«Daqui, desta Lisboa...» - O'Neill

Daqui, desta Lisboa compassiva,
Nápoles por suiços habitada,
onde a tristeza vil e apagada
se disfarça de gente mais activa;

daqui, deste pregão de voz antiga,
deste traquejo feroz de motoreta
ou do outro de gente mais selecta
que roda a quatro a nalga e a barriga;

daqui, deste azulejo incandescente,
da soleira de vida e piaçaba,
da sacada suspensa no poente,
do ramudo tristôlho que se apaga;

daqui, só paciência, amigos meus!
Peguem lá no soneto e vão com Deus…

Alexandre O’Neill, Poesias completas…, 2017, p. 279



domingo, 5 de agosto de 2018

domingo, 22 de julho de 2018

Pátio da Galega


- fotografado da p. 10 de «Pátios de Lisboa - Aldeias entre muros»,  de Ana Cristina Leite, João Francisco Vilhena, Caminho, 1991 - deixado na «Mesa das Trocas», com PÓ e cheiro; levado pela D. A., pagem da C. R. [...]

- ficava em frente de um dos ESTAM. onde o menino D. se «abastecia» quase diariamente de «B. D.» [...]

- fica à Boavista e não a S. Paulo; legenda incorrecta, portanto

- mais, AQUI

domingo, 3 de junho de 2018

«Lisboa vestigial»

- enquanto houver MEMO, D. poderá colocar a sua Lisboa «em frente» desta,  depois...
- Lx. em Roteiro de jornalista brasileiro, no Público de hoje:

Recorte Final:
Na errância, dos becos da Alfama caio num plano inóspito da Rua da Alfândega. Constato que o cais não recebe mais invasores, comerciantes, artistas, aventureiros, muito menos amantes. Agora, a cidade turística mata a sede dos curiosos e quase tudo está fora de alcance. Resta a partida, o Tejo e o mar.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

sexta-feira, 23 de março de 2018

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

«Lisboa revisitada» - Castro Mendes

- convocar João Zorro, Fiama e Pessoa (Campos e «Mensagem») em seis versos é Obra...

LISBOA REVISITADA

Perdem as casas suas várias cores
e as barcas novas aguardam melhor maré,
à falta de vento.
Deixámo-nos ficar?

Há uma nau que nunca regressou.
Essa será a nossa.

Luís Filipe Castro Mendes, Outro Ulisses regressa a casa, Assírio & Alvim, 2016, p. 15