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| de António F. Martins - Daqui |
Não se ouvem aves; nem o choro duma nora! / Tomam por outra parte os viandantes; / E o ferro e a pedra - que união sonora! - / Retinem alto pelo espaço fora, / Com choques rijos, ásperos, cantantes. «Cristalizações», Cesário Verde
sábado, 7 de novembro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
Monte Carlo (Café)
[O M. C. abriu em 55, ano do Nasc. de D...]
Ilustração de João Catarino para a Crónica «Cafés, Cinemas e Bifes», de A. Prado Coelho, na «2», de hoje
- AQUI
Ilustração de João Catarino para a Crónica «Cafés, Cinemas e Bifes», de A. Prado Coelho, na «2», de hoje
- AQUI
terça-feira, 20 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
«Lisboa - cidade triste e alegre»
[deste «Fotolivro», dito «de culto», V. terá recebido, já há algum tempo, oferecida por Mestre B. S., uma «cópia», em DVD - que não sabe «onde pára...»] [título que é um verso de Campos, relembre-se]
Reedição, em papel, objeto de notícia no Obs., com reprodução de várias fotografias - AQUI
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Santa Apolónia - «fora de linhas»
- é um dos Roteiros que C. costuma «palmilhar», com General Z, ao final das tardes de V.: descer a Galhardo e a Mouzinho de Albuquerque e seguir até Santa Apolónia ( e para lá, depois...)
- S. A. «Fora de Linhas» roteiro videográfico, na Casa Do Público
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
LIsboa que amanhece - André Carrilho
[Lisboa «avistada» da Zmab, ao 13.º dia ou 1.º (de 5, espera-se...) da 18.ª «Avalanche»...]
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| Lisboa Que Amanhece, Editora Abysmo André Carrilho - dito «construtor de Puzzles- (no) - do Expresso |
domingo, 12 de abril de 2015
Cais do Sodré - British Bar
- para C., morador em S. Paulo, entre os 9 (?) e os 23, no 232, 3 (prédio pombalino «colado» ao do Ascensor...), o C. do S. era calcorreado quotidianamente...
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| Ilustração de João Catarino, para a Crónica habitual de A. Prado Coelho, no supl. «2» do Público, sobre o Mítico Relógio do não menos mítico espaço - na p. 31 ou AQUI - Recortes:
[...] poiso predilecto de José Cardoso Pires, que no livro Lisboa, Livro de Bordo o descreveu assim: “Tem um sabor a cais sem água à vista, este lugar.”
[...] Teresa Madruga, recorda Eduardo Lourenço, diz a Bruno Ganz [no filme de Tanner] “que andar ao contrário é uma forma como outras de medir o tempo”. - [num dos anos iniciais, no «Paraíso AA», C. foi surpreendido pelas histórias do P. - mestre de E. F. - então, e ainda, Propriet. do vizinho «Americano» ] |
quinta-feira, 5 de março de 2015
1.º de Dezembro (Rua)
Rua 1.º de Dezembro
À hora X, no Café Portugal
à mesa Z, é sempre a mesma cena:
uma toupeira ergue a mãozinha e acena…
Dois picapaus querelam, muito entusiasmados:
que a dita dura dura que não dura
a dita dita dura ─ dura desdita!
Um pássaro cantor diz que isto assim é pena
E um senhor avestruz engole ovos estrelados
Mário Cesariny, Nobilíssima
visão. Lx, Assírio & Alvim, 1991, p. 19 [1.ª ed: 1959; escrito entre
1945-46]
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Rossio (Paris, Sintra...)
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No final do século XIX a Estação Central era o terminus do famoso Sud-Express, que ligava Lisboa à capital com que todos sonhavam: Paris.
Texto de Alexandra Prado Coelho e Ilustração de João Catarino |
A partir de 5 de Dez. de 89, ao final de tarde, C., então D. [já com 34...], juntava-se às M., nos sobrelotados comboios...; ia até ao Cacém, à F. D., onde fora nocturnamente colocado, num «MiniConc», iniciando o percurso que o trouxe até Aqui [...mesmo que Diaf. CONG., desde 05..., a palavra Carreira continua a «bater»...]
Nesta «Crónica Urbana», de A. P. Coelho, também é referido, inevitav., o H. A. P., de 1892, onde, durante um ano, de out. de 85 a out. de 86, C. atravessava diariamente uma enorme Nave Escura... [outras histórias...]
Ler, na totalidade, na p. 31 do «2», supl. domin. do Público, de 08-02-2015, ou AQUI
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
«Lisboa desaparecida»
- «Saudades da Lisboa desaparecida» - da de antes do Terramoto - é o título do «dossiê compósito» publicado pelo Público - CATARINA MOURA, ANDREA ESPADINHA, EDUARDO RIBEIRO
- Terreiro do Paço, Rossio (+ Jerónimos + Mafra), com comparação «tecno» entre Gravuras - cópias entre si? - algumas (re)descobertas...
- aqui fica o endereço - para «reencontrar» quando passar para a «Gaveta-Tela de Baixo...»
- AQUI- REVER TAMBÉM - AQUI («Terreiro do Paço reconstruído»)
domingo, 2 de novembro de 2014
Rua Ivens + Rua Garrett + Querubim Lapa
Ilustração de Mónica Cid para a «Crónica Urbana» «Ritz e Casa da Sorte, Lisboa» - em que Alexandra Prado Coelho se encontra com Mestre Q. L., 88 anos, preocupado com (o futuro da) a obra que «espalhou pela cidade...» - na p. 31 da Rev. «2» do Público de hoje - OU AQUI
[Quando C., então D., «aportou» no Paraíso («9293», primeiro, «9697», depois), já Mestre Q. L. estaria «apos.» - mas raro seria o dia em que não o via por lá ... ]
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domingo, 7 de setembro de 2014
Rua da Conceição
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| Ilustração de Mónica Cid, para a «Crónica Urbana», «Rua da Conceição», de Alexandra Prado Coelho, na REV. «2», p. 31, do Público de hoje OU AQUI
RECORTE FINAL:
Mas o que mais me encantava eram os botões. Caixas e caixas de botões, e nós
à procura de um igual ao que tinha caído da manga do casaco — ou então,
decididas a arrancar o da outra manga para substituir os dois por outros mais
bonitos. No exterior da caixa, de lado, alinhavam-se como uma família cinco
botões iguais, do maior até ao mais pequeno. Dentro da caixa, a família
multiplicava-se e misturava-se, e era preciso encontrar os dois gémeos com que
íamos sair da loja, embrulhados num pedaço de papel tão pequeno que a minha avó
tinha de o guardar no porta-moedas para não o perdermos.
Voltávamos para casa com o problema resolvido — e o mundo parecia organizado
como uma caixa de botões e confortável como uma meada de lã.
|
[C. passa amiúde pela Rua da CONC. - está no percurso do «28» [hoje, «enchumaçado» de TURIS)
- aí visita uma das últimas Papelarias «decentes», a única onde compra o PONT-CAN com que «macaqueia» a AUTOR... no QUAD. - (um dia, o FUNC lembrou que, «só na Baixa, eram mais de quarenta...»)]
- aí visita uma das últimas Papelarias «decentes», a única onde compra o PONT-CAN com que «macaqueia» a AUTOR... no QUAD. - (um dia, o FUNC lembrou que, «só na Baixa, eram mais de quarenta...»)]
- em prédios degradados, resistem as RETROSARIAS
[nas casas da INF de C., a visita da Modista - a DONA LAURA, por décadas - chegou a ser semanal - eram 6 pessoas, 3 crianças - havia sempre roupa para arranjar, modificar...]
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Rua do Loreto, 15 - 17
[pela «Geografia da Infância», C., então D., frequentava as «matinées» [de DOM à tarde] de, pelo menos, 3 cinemas:
1. Cinearte (a Santos, que, por ora, continua a ser a Casa de «A Barraca»...)
2. Ideal (que nomes entretanto foi tendo?) no Loreto («entre» Camões, Bairro Alto, Chagas, Bica...) - filmes populares, de «Aventuras», «Westerns» e afins...)
[era o «tio Armando» que levava o Menino ao «PIOLHO» - nome «não-metafórico»?)
3. Jardim Cinema (ao Rato, menos vezes...)
4. Chiado Terrace (?); Tivoli(?), Condes(?)
4. Chiado Terrace (?); Tivoli(?), Condes(?)
- no «pós - 25», o «Ideal» teve «Fases» (que «prolongavam sempre mais» a Agonia...): a do Cinema Indiano; a do Filme P. [...] ...
[quando houve um «Ciclo Pasolini» [Data??], D. voltou lá [...]
- o que passava na Tela «não batia certo» com «aquele» Público [...] e D. saiu «naturalmente mal disposto», após o (primeiro) visionamento de «S. ou os 120 dias de S.», em tal «ambiente...»
- aos 110 anos (ainda há M.?), sofre recuperação a SÉRIO - e de livro entretanto saído com a história, fala a autora (M. do C. Piçarra - «tinha um público muito masculino») em vídeo do Observador: AQUI
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Madragoa, ex - Mocambo
- C., sempre como D., pode referir «3 Madragoas pessoais»:
1. a da Infância, das Marchas, das [...]
2. a do Liceu, do P. M. - aí morava o G., «desbocado brigão criado por avó...»- se a «MEMO» não falha - bairro de ocasionais «surtidas» [...]
3. a da «M. B.», na Travessa das Inglesinhas, calcorreada em quotidiano de Sobrevivência, entre Out. de 91 e 31 de Julho de 93... [outras histórias...]
«África no centro de Lisboa. Negros, pescadores e freiras. Histórias (esquecidas) da Madragoa, anteriormente conhecida como Mocambo.»
Alexandra Prado Coelho (texto) e Mónica Cid (ilustração) - Público, «Revista 2», 13-07-2014, p. 31
RECORTE:
Alexandra Prado Coelho (texto) e Mónica Cid (ilustração) - Público, «Revista 2», 13-07-2014, p. 31
RECORTE:
[...] No Mocambo, bairro criado por alvará régio no final do século XVI, misturavam-se negros e pescadores, para além das religiosas dos vários conventos que ali existiam.[...]
Completo: AQUI
Completo: AQUI
domingo, 27 de julho de 2014
Barbeiros, II
Nesta ilustração de João Catarino, para a «Crónica Urbana» «Costureiras, ardinas e barbeiros na Lx de outros tempos» (Público, «Revista 2», 27-07, p. 319), é representada a Barbearia Campos, do Chiado (que «sobrevive») - (as referidas noutra Casa, para a década de 60, seriam a «versão modesta, ou «de bairro», desta).
A cronista (A. P. C.), partindo de «uma coleção do Notícias Ilustrado dos inícios de 30, discorre sobre este e outros Tipos da Lisboa de então - AQUI
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Jacarandá(s) (o último) - Eugénio, Eli
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| Ilustração de João Catarino |
«O último jacarandá florido de Lisboa» (Público, «Revista 2», 29-06-2014, p. 38)
- nesta «crónica urbana», Alexandra Prado Coelho vai dos jardins de Tóquio (dos rituais associados às suas cerejeiras em flor, pela primavera) aos jacarandás de Lisboa, pelo meio citando o conhecido poema de Eugénio de Andrade («São eles que anunciam o verão. / Não sei doutra glória, doutro / paraíso: à sua entrada os jacarandás / estão em flor, um de cada lado / ...),
- celebrando o Fim, a busca de «um já muito tímido tapete roxo nalguma rua»...
Foto de Eli sobre o mesmo motivo das roxas flores caídas: AQUI
domingo, 12 de janeiro de 2014
Avenida da Liberdade + «Passeio Público»

Ilustração de João Catarino, para a «crónica urbana» , "Lisboa não sejas francesa», de Alexandra Prado Coelho, na «Revista 2» do Público de hoje;
- «paralelismos» entre o demolido «Passeio Público novecentista» e a «avenida à francesa» que daí nasceu
- Texto completo: AQUI
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Alfama
«LISBOA
No bairro de Alfama os carros elétricos amarelos chiavam nas subidas.
Ali havia duas prisões. Uma era para ladrões
que acenavam através das grades.
Gritavam, queriam ser fotografados.
"Mas aqui, disse o guarda-freio com um risinho de hesitação,
"aqui estão os políticos." Olhei para a fachada, a fachada,
e no último andar, a uma janela, vi um homem
com um binóculo a olhar para o mar.
No bairro de Alfama os carros elétricos amarelos chiavam nas subidas.
Ali havia duas prisões. Uma era para ladrões
que acenavam através das grades.
Gritavam, queriam ser fotografados.
"Mas aqui, disse o guarda-freio com um risinho de hesitação,
"aqui estão os políticos." Olhei para a fachada, a fachada,
e no último andar, a uma janela, vi um homem
com um binóculo a olhar para o mar.
Roupa que fora lavada secava pendurada ao sol. As pedras dos muros estavam quentes
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma senhora de Lisboa:
"Aquilo era mesmo verdade ou fui eu que sonhei?"»
Tomas TRanstromer, 50 poemas (tradução de Alexandre Pastor), Relógio D'Água Editores
domingo, 29 de dezembro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
Chafariz de Dentro
.S.,então D., lembra-se de aí ter passado inúmeras vezes, com o PAI VELHO, no repetido «passeio de Domingo» da I. Ou de ir visitar a prima S., que morava perto. Mas continua por fazer o «passeio geometrizado», há muito planeado, relembrado por este roteiro por «fontes e chafarizes»(ora Selados), escrito por Alexandra Prado Coelho, na sua habitual «Crónica Urbana» («Os Hamams de Alfama»), na «Revista 2», do Público de 5 de Outubro, com ilust. de Mónica Cid. - TEXTO - AQUIquarta-feira, 25 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
Santo Antão (Portas de) + São José
Roteiro, do Histórico e do Quotidiano ( segunda edição da Lisbon Week), em vídeos e fotos («Um mergulho nas...»), das duas ruas
- S. sempre foi passante esporádico quer por uma, quer por outra, excepto na fase SMT (75 a 78), em que estava diariamente na R. S., «paralela» à de S. José
AQUI - em endereço do Público
Estufa Fria (Lago)
Ilust. de João Catarino, para «Crónica»,de Alexandra P. Coelho, sobre espia russa, na II Guerra
(«Solange à espera na Rotunda») na Revista 2, p. 42, do Público de hoje - [...]
(«Solange à espera na Rotunda») na Revista 2, p. 42, do Público de hoje - [...]
E muitos, procurando a paz que a Europa tinha perdido e tentando esquecer a situação desesperada que viviam, passavam dias na Estufa Fria, ou, possivelmente, olhando para o lago junto a ela, vendo os patos sair da água e subir para a margem, para daí a pouco voltarem a mergulhar.
Mas se a Estufa Fria parecia um paraíso perdido, [...] [ver anterior: http://lisboemas.blogspot.pt/2013/07/em-lisboa-fingir-se-feliz.html
[quanto ao «Hotel Avenida Palace, nos Restauradores, conhecido como pró-germânico» , também por aí andou S. - de Out de 84 a Out de 85 - alguns clientes ainda evocavam histórias destas, 40 anos depois...]
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Lisboa, como «livro fantástico», por Fabio Salvo
"Não tirar nada que não sejam fotografias e não deixar nada além de pegadas. Os princípios básicos de um explorador urbano encaixam perfeitamente em "Convento das Mónicas - Capítulo 7", uma exploração de Fabio Salvo, fotógrafo italiano [...] " NO P3, do Público - AQUI terça-feira, 27 de agosto de 2013
Ribeira das Naus + Almada
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| Crónica de Alexandra Prado Coelho e ilustração de João Catarino, na «Revista 2» do Público, de 25 - 08, p. 34 - texto a ler AQUI Apoiada sobretudo na Fotobiografia, de Joaquim Vieira, a crónica roteiriza a obra «Pública» de Almada, em Lisboa
Recorte final:
[...] “Olha, aquele é o Almada Negreiros”, diz uma avó a uma menina de vestido às bolinhas que passeia na Ribeira das Naus. A menina, talvez de uns sete ou oito anos, provavelmente não sabe nada sobre esse homem que nasceu há 120, masolha para os dois olhos e as linhas rectas que deles saem, e talvez se interrogue se é de riso ou espanto, ironia ou mágoa, zanga ou sabedoria, esse olhar que nos interpela, logo antes do céu e do mar.
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terça-feira, 30 de julho de 2013
S. Pedro de Alcântara - «Lisboa à janela fotográfica»
- era no tempo, no «ano do desmantelamento inicial» [2009]
- era no tempo em que S. ainda pedia PORTF [...]
- era num segundo «Bloco», de ADV [...]
RECORTES (do exercício, ora «reaparecido», durante o RASGA-RASGA [...]
- era no tempo em que S. ainda pedia PORTF [...]
- era num segundo «Bloco», de ADV [...]
- num dos itens - [«cruzando» Cesário com «Smoke» (1995)] - pedia-se o registo, escrito e plástico, dum «cantinho» de Lisboa, à mesma hora, durante «x» [...], formando uma «série» [...]
- S. já não se lembra por que motivo S. M. M.
(excelente Qd.a, que foi para CIN - ... e «eco» disso encontrou agora S...)
escolheu S. Pedro de Alcântara e, sobretudo, tal hora [...]
- fotografou e comentou e «aguentou-se»
escolheu S. Pedro de Alcântara e, sobretudo, tal hora [...]
- fotografou e comentou e «aguentou-se»
RECORTES (do exercício, ora «reaparecido», durante o RASGA-RASGA [...]
Durante sete dias consecutivos, segui a «vida do miradouro» de S. Pedro de Âlcantara e tentei perceber como é que este lugar tão especial podia transmitir a essência de Lisboa. Infelizmente [...]
- Oito e meia da manhã, segunda-feira. [..] Não existe vida[...] para além de uma senhora [que] [...] observa melancolicamente a panorâmica [...]
- Oito e vinte e três [...], terça-feira. Os raios solares penetram por entre as folhagens e oferecem um ambiente deslumbrante, num jogo de luz e sombra, mas não está lá ninguém [...]
- Oito e vinte e sete [...], quarta-feira. [...] Não se ouve nem um único pombo, sequer! [...]
- Oito e trinta e quatro [...], sexta-feira. A luz voltou![...]
[...]
domingo, 21 de julho de 2013
Rossio: «Em Lisboa, fingir-se feliz»
Ilustração, de Mónica Cid, para artigo de Alexandra Prado Coelho («Crónica Urbana» - «Em Lisboa fingíamos que éramos felizes», na «Revista 2», do Público, de 13-07-2013 ) sobre o Rossio dos Refugiados, do tempo da II Guerra, um livro recente (de Margarida de Magalhães Ramalho) e uma exposição (no Torreão Poente do T. do P.)
[para S., o R. ainda hoje é Roteiro e Paragem - tarda a reabilitação do Edificado Envolvente
- quanto ao assunto, sempre o interessou e fá-lo «regressar» ao Tempo do A. P. (out de 85 a out de 86) e a um certo tipo de estrangeiros que contavam ao B., que então era, que aí iam porque tinham lido... ]
quarta-feira, 1 de maio de 2013
S. Paulo (as «línguas» que eram pedras»)
[manhã cedo, lá foi T. - Graça, S. Luzia, Sé - pela primeira vez, alcançou a [que virá a ser a Nova] «Ribeira das Naus»
- «internou-se» mais na sua Geografia de I., e o que viu, à volta da Praça de S. Paulo, deixou-o «triste»...]
[...]
Por toda a parte se queimava alecrim para afastar a epidemia, nas ruas, nas entradas das casas, principalmente nas casas dos doentes, ficava o ar azulado de fumo, e cheiroso, nem parecia a fétida cidade dos dias saudáveis. Havia grande procura de línguas de S. Paulo, que são pedras com o feitio de línguas de pássaro, achadas nas praias que de S. Paulo vão até Santos, será por santidade própria dos lugares ou por santificação que os nomes lhes dêem, o que toda a gente sabe é que tais pedras [...] são de soberana virtude contra as febres malignas justamente, porque, sendo feitas de subtilíssimo pó, podem mitigar o demasiado calor, aliviar as areias, e algumas vezes provocar suor. [...]
José Saramago, Memorial do Convento, 51.ª ed., pp. 244, 245
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Lisboa (um gato de) - Vasco Graça Moura
um gato de lisboa
gato manso das velhotas
de alfama e da madragoa
dormitas sem cambalhotas
e nunca leste o pessoa.
quando ronronas não notas
tanto espreitar da patroa
nem quer's saber das gaivotas
voando no céu à toa.
dos peixes só vês as rotas
pela espinha ou quando ecoa
o pregão com cheiro às lotas
onde os despeja a canoa.
és livre e nisso te esgotas
sem remorso que te doa,
e ao peitoril não desbotas
e esta luz não te magoa,
nem vês corvos nem gaivotas
empoleirados na proa,
mas de corvos e gaivotas
faz-se o brasão de lisboa.
Vasco Graça Moura, Poesia 2001 - 2005, Lisboa, Círculo de Leitores
gato manso das velhotas
de alfama e da madragoa
dormitas sem cambalhotas
e nunca leste o pessoa.
quando ronronas não notas
tanto espreitar da patroa
nem quer's saber das gaivotas
voando no céu à toa.
dos peixes só vês as rotas
pela espinha ou quando ecoa
o pregão com cheiro às lotas
onde os despeja a canoa.
és livre e nisso te esgotas
sem remorso que te doa,
e ao peitoril não desbotas
e esta luz não te magoa,
nem vês corvos nem gaivotas
empoleirados na proa,
mas de corvos e gaivotas
faz-se o brasão de lisboa.
Vasco Graça Moura, Poesia 2001 - 2005, Lisboa, Círculo de Leitores
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Avenida da Liberdade - (Hotel) Vi(c)tória
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O arquitecto Cassiano Branco desenhou uma fachada inusitada, num edifício que, desde a sua construção nos anos 1930, sempre se destacou no meio de uma Avenida da Liberdade mais clássica.
Ilustração de Eduardo Salavisa para a Crónica «Nazis e Comunistas na Avenida», de Alexandra Prado Coelho, na «Revista 2» do Público, 18-11-2012
Recorte:
O Victória tinha "instalações modelares de rara comodidade, com todo o conforto", às quais se somava, a acreditar num anúncio da época, um "grande terraço com emocionante vista dominando toda a cidade". [...] Ao que parece, o conforto do Victória convenceu os espiões alemães, que, durante a II Guerra Mundial, andavam atarefadíssimos por Lisboa, e, nos intervalos, gostavam de descansar nos quartos, no bar e no restaurante. Conta ainda o Restos de Colecção [blogue que «informa» a Crónica] que dos hotéis pró-Eixo, em que se incluíam o Avenida Palace e o Tivoli, era o Victória o considerado mais perigoso pelos americanos.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
Terreiro do Paço - Reconstruído
Vídeo do projeto internacional que recria a Lisboas de antes de 1755 -
"Cidade e Espectáculo: uma visão da Lisboa Pré-Terramoto" - desenvolvido por uma equipa coordenada pelos historiadores Alexandra Gago da Câmara, Helena Murteira e Paulo Rodrigues, investigadores do Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora, que conta com a parceria da empresa Beta Technologies. [transcrito do artigo do Expresso] Vídeo reproduzido no Expresso
"Cidade e Espectáculo: uma visão da Lisboa Pré-Terramoto" - desenvolvido por uma equipa coordenada pelos historiadores Alexandra Gago da Câmara, Helena Murteira e Paulo Rodrigues, investigadores do Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora, que conta com a parceria da empresa Beta Technologies. [transcrito do artigo do Expresso] Vídeo reproduzido no Expresso
[Abrir na página do Projecto e ver também, entre outros Doc., a «Modelação» da «Real Ópera do Tejo»]
terça-feira, 30 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Rua de S. Paulo
O poema de Alegre, já nesta Casa Colocado, regressa, hoje, agora em mais um vídeo da série «Lugares Bem Lidos» - «Os cheiros e os sons do Oriente em Lisboa», no endereço eletrónico do Diário de Notícias: AQUI
sábado, 6 de outubro de 2012
Lisboa, de Campos, por Júdice
Lisboa com suas casas de
várias cores,
Lisboa com suas cores de várias casas,
Lisboa de tantas cores, Lisboa de tantas casas.
Lisboa que acorda do Rocio ao castelo,
Mais tarde ou mais cedo, ao acordar dos cafés,
Mais cedo ou mais tarde, ao acordar nos bares,
Lisboa de tabernas que já
fecharam,
Lisboa bêbeda em alfamas de
outrora,Lisboa de carne e de pedra.
Nuno Júdice
AA.VV., Histórias do Castelo, Edição EGEAC-Castelo de S. Jorge, 2010
Lisboa com suas casas / De várias cores - Campos
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores ...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.
Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.
11-05-1934
Álvaro de Campos
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores ...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.
Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.
11-05-1934
Álvaro de Campos
Acordar, Lisboa - Campos
[alguns destes versos citados, desta vez, em mais um álbum de Eduardo Gajeiro, sobre Lisboa, recentemente editado e que T. folheou ontem, na FNC - «não há verba, não há»]
[com cortes; ver, «quase completo», por exemplo, no «MULTIPESSOA»
Acordar
da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar
da rua do Ouro
Acordar
do Rossio, às portas dos cafés,
Acordar
E no
meio de tudo a gare, a gare que nunca dorme,
Como
um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.
Toda
a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não
há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo
[...] (...)
Um
alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
Um
entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode
acontecer de bom,
São
os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
[...] (...)
A
mulher que chora baixinho
Entre
o ruído da multidão em vivas...
O
vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito,
Cheio
de individualidade para quem repara...
O
arcanjo isolado, escultura numa catedral,
Siringe
fugindo aos braços estendidos de Pã,
Tudo
isto tende para o mesmo centro,
Busca
encontrar-se e fundir-se
Na
minha alma.
Eu
adoro todas as coisas
E o
meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho
pela vida um interesse ávido
Que
busca compreendê-la sentindo-a muito.
[...]
[não datado]
[não datado]
Transcrito das páginas 97 e 98 da edição da poesia de Campos organizada por Teresa Rita Lopes para a Assírio & Alvim, 2002
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