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| ANTÓNIO PEDRO SANTOS / LUSA - da tela da Sic Notícias de hoje |
Não se ouvem aves; nem o choro duma nora! / Tomam por outra parte os viandantes; / E o ferro e a pedra - que união sonora! - / Retinem alto pelo espaço fora, / Com choques rijos, ásperos, cantantes. «Cristalizações», Cesário Verde
segunda-feira, 8 de março de 2021
segunda-feira, 1 de março de 2021
Rua da Rosa («azulejos de rudistas» na...)
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| Uma das fotos de Diogo Soares, «Público», 01-03-2021, pp. 18-19 |
domingo, 28 de fevereiro de 2021
Arroios: bairro «quase» com «tudo a quinze minutos...»
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sábado, 27 de fevereiro de 2021
Eléctricos, «coisa fácil de coleccionar...»
- artigo no novo «aMensagem» - sobre um dedicado coleccionador de Eléctricos, que também os «recupera»...; talvez, um dia, outras Linhas «regressem» a Lisboa...; quem sabe? [fotografia daí]
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
O jornal por que Lisboa esperava...
- na «Missiva» de hoje, M. do R. P., após evocar os jornais «desaparecidos», fala deste novo projecto de «jornal» - «digital», claro:
- título mais significativo, não podia ter:
RECORTE inicial de «Quem somos»:
Mensagem é um novo projeto de jornal online – sobre Lisboa, de Lisboa e para Lisboa. Mas, além do que cabe aos jornais – sermos um lugar de histórias da cidade – faremos jornalismo comunitário, com debates, reuniões de vizinhos, conferências e, até, teatro. Sobre Lisboa, com lisboetas. A redação está na Baixa, na Rua Augusta; a sede, no café A Brasileira do Chiado (com Fernando Pessoa, inspirador do título, Mensagem, sentado e em bronze, à porta); e os leitores, perdão, os cidadãos, espalhados pelos bairros. Se escolhemos um café para ponto de encontro é porque sublinhamos o ponto de encontro que queremos ser [...]
domingo, 14 de fevereiro de 2021
«Rua dos Fanqueiros» («Manequins da...»)
RECORTES:
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
Rua dos Heróis de Quionga - de «O ano da morte...»
de «O ano da morte de Ricardo Reis»:
«[...] Nos dias seguintes Ricardo Reis pôs-se à procura de casa. Saía de manhã, regressava à noite, almoçava e jantava fora do hotel, serviam-lhe de badameco as páginas de anúncios do Diário de Notícias, mas não ia para longe, os bairros excêntricos estavam fora dos seus gostos e conveniências, detestaria ir viver, por exemplo, lá para a Rua dos Heróis de Quionga, à Moraes Soares, onde se tinham inaugurado umas casas económicas de cinco e seis divisões, renda realmente barata, entre cento e sessenta e cinco e duzentos e quarenta escudos por mês, nem lhas alugariam a ele, nem ele as quereria, tão distantes da Baixa e sem a vista do rio. [...]»
[sublinhados acrescentados]
domingo, 10 de janeiro de 2021
Largo de Camões, Tiago Salazar
- «Geografias» de Lisboa, incluindo as de Infância, no «Roteiro Literário» do Boletim de Janeiro da «Agenda Cultural», pp. 74 - 82 [lido à General, junto à porta de Vidro Fosco]...[...]
Recorte [truncado, sublinhados acrescentados]
[...] Quando a Praça de Camões se desvenda ao subirmos a Rua do Alecrim, e se dá de caras com a estátua do poeta, o mais certo é o embarcadiço do tuk tuk questionar quem é o fulano da pala. Conta-se então, conforme a inspiração do dia, estarmos diante do mais alto vate da nação. Se for cliente italiano, diremos estarem Os Lusíadas para A Divina Comédia, e Luís Vaz no degrau de Petrarca e Alighieri. [...] Perro no italiano, desabrido no inglês e pomposo no francês, quando me chega a hora de impressionar a freguesia nada mais adequado do que pegar num velho exemplar camoniano da biblioteca do meu avô Garcia, empoleirado no banco do meu tuk tuk e de mão direita a desenhar voos picados por cada soneto lido. Aos franceses, comparo-o a Baudelaire como podia trazer à liça Verlaine ou Rimbaud, [...] Aos brasileiros, nada mais os impressiona do que acordar o poeta Pessoa, e aí há que descer à Rua Garrett, ao Largo do S. Carlos e às artérias da Baixa, se queremos esbarrar com a alma do poeta total. Camões, Bocage, Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Cesário Verde, o poeta Chiado, navegam a bordo do meu tuk tuk, [...]
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
o Hino da Cidade
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| Foto de Rita Carmo («em Alfama, em 2019») reprod.a do «BLITZ» |
[...] 'Lisboa Menina e Moça' remete para uma Lisboa atual; continuará a ser, porventura daqui a 100 anos, o hino da cidade – porque não é datada, porque a Graça, o Bairro Alto, Alfama, as colinas e o Tejo hão-de estar sempre lá. E o fado há-de existir sempre, ainda que este seja um fado-quase-canção. Podem, daqui a 100 anos, não vão lá estar as varinas, os marinheiros, a tragédia, a melancolia do fado – mas isso só faz de Lisboa, menina e moça mais intemporal, que o fado atual já não se constrói de clichés. [...]
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
Cais do Sodré; Americano; Cardoso Pires
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| Fot.a de Filipa Fernandez, na p. 15 do «Público - rep.a daí |
domingo, 13 de dezembro de 2020
«Lisboa Literária», de Tabucchi e..., por Tolentino Mendonça
Recortes:
QUE HORAS SÃO AÍ?
Lisboa continua a ser uma cidade literária. Isto é, uma cidade que não coincide necessariamente com a sua geografia visível. Uma cidade que é maior do que aquela que a cartografia designa. O trabalho de um escritor não é só uma operação de desmontagem do tempo: ele faz o mesmo em relação ao espaço. Em parte a cidade, tal qual historicamente se apresenta, pode ser reconhecível no que escrevem. Há a Lisboa de Cesário Verde e de Pessoa, de Saramago, Cesariny, Lobo Antunes ou [...]
Sei que muitos italianos vêm a Lisboa trazendo na bagagem o romance “Afirma Pereira”, de Antonio Tabucchi. E que vão tomar café ao Orquídea seguindo os passos do protagonista ou se metem no 28 para verem como Lisboa é lentamente metafísica e cansada ou são mais benévolos a julgar a ventania do entardecer do que alguma vez os locais o serão. [...]
A este propósito, Lisboa tem uma grande dívida para com Tabucchi, [...] Num conto inédito, que acaba de ser editado em Itália, e que se intitula “Que Horas São Aí?”, é essa exatamente a intriga. Lojas que deixaram de existir e foram substituídas por outras, lacunas, distâncias e dobras que o tempo acentua, enigmas deixados em herança, ruas e sofrimentos que os mapas não assinalam. Face a isso, a tarefa da literatura é dupla: por um lado, tornar consciente em nós o impacto avassalador da vida, mas, por outro, tentar uma espécie de reparação. Que Tabucchi explica assim: a história é uma criatura glacial, não tem piedade de nada nem de ninguém. Mas a literatura existe para dar uma hipótese à piedade e para que a versão dos vencidos possa ser escutada.
«Expresso», n.º 2511, «E» – [Revista], 11 - 12 - 2020, p. 90
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
«Lisboa da Pandemia», por Pedro de Tróia
- em página do «Ípsilon», com «videoclip» de Gonçalo Guerra, para o «single» «Salvadora»
domingo, 29 de novembro de 2020
«Lisboa(s) de Pessoa», por Savater (e por outros)
- Documentário de Televisão Paraguaia, em que o Guia é Fernando Savater: no «YT»- AQUI
- Filme - Roteiro de 2016, 17 (?), antes projectado em «Exposição», de «Origem Madrilena», pela(s) Lisboa(s) - no «YT» - AQUI
sábado, 10 de outubro de 2020
Calçada Salvador Correia de Sá
- nascido no início da mesma, quando, nos anos da subida quotidiana para o P. M., atingia o topo, já quase «sem fôlego», parava, naturalmente, para «matar a sede» no chafariz reproduzido na foto (DAQUI)...
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
Rua do Carmo
40 dias antes do Incêndio...;
copiada do «Blogue» de Marco Neves, onde estão os Créditos da Foto e uma Crónica.
domingo, 4 de outubro de 2020
sábado, 12 de setembro de 2020
«em Setembro sobre o rio / Lisboa envelhece», Maria Andresen
Tantas foram as luzes e as horas e as luas
em Setembro sobre o rio
quarta-feira, 29 de julho de 2020
Lisboa no Caderno de Clarice
- Clarice em Lisboa, entre 2 e 14 de Agosto de 1944 [...],
- cf. «Por dentro do Acervo» - Caderno de Clarice, da Fundação Moreira Salles
- imagem do «Caderno de Bordo», daí, também
terça-feira, 30 de junho de 2020
segunda-feira, 29 de junho de 2020
«Lisboa Aquática», de Cardoso Pires, Soares, Cesário..., por Tabucchi e Mega Ferreira
sábado, 27 de junho de 2020
A escola do Paraíso
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Lisboa, anos 40
Copiado do «Expresso», «Revista E», de 20 - 06 -
2020
(com «senha» ou ASS.a, só...)
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Lisboa, em «pausa turística» - António Guerreiro
segunda-feira, 8 de junho de 2020
Lisboa, sob os passos de Saramago
domingo, 7 de junho de 2020
Lisboa, sob os passos de Reis
sábado, 9 de maio de 2020
Em Lisboa, com Pessoa... Ou «a minha cidade», F. Fernandes
sábado, 2 de maio de 2020
Rua Morais Soares, por Tolentino Mendonça
Recorta-se o 3.º parágrafo, com acrescento de sublinhados:
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Rua Gomes Freire
segunda-feira, 6 de abril de 2020
«Oh, Lisboa meu lar» - João Botelho
domingo, 5 de abril de 2020
«Lisboa sem lisboetas», por M. E. C.
quarta-feira, 1 de abril de 2020
«Lisboa ainda» + «Cidade que dorme»
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| R. Nova do Carvalho, no «Dossiê Fotográfico» de Rita Carmo, no «Expresso», a 06 - 04 |

sábado, 29 de fevereiro de 2020
«Alis Ubbo»
- a partir do «DN» - RECORTE:
- AQUI, também; Casa do REalizador, no VIMEO
sábado, 8 de fevereiro de 2020
domingo, 2 de fevereiro de 2020
Lisboa, 1940, por Saint-Exupery
domingo, 5 de janeiro de 2020
terça-feira, 29 de outubro de 2019
EM LISBOA (Cesariny e o retrato...) , Al Berto
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| Fotografada da Pág. 42 - da série «Linha de Água»? |
CESARINY E O RETRATO ROTATIVO DE GENET EM LISBOA
sábado, 26 de outubro de 2019
«Cheira Bem, cheira a Lisboa», por M. E. C.
RECORTE:
[...] Saímos do Largo do Camões pelo Chiado fora, registando melhorias, ausências, novidades e desilusões.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Lisboa Ribeirinha, 1936 + Dia 6 da Obra
domingo, 30 de junho de 2019
Almirante Reis (as duas faces da)
quarta-feira, 8 de maio de 2019
Rossio: café Gelo (Vítor Nogueira)
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| Foto de R. M., copiada do EXP. |
GELO
Agora é apenas um café com paredes adornadas,
imagens retratando destemidos ancestrais.
O tempo foi passando, não foi? Um acidente
em câmara lenta a uma escala cataclísmica.
Grande parte daquilo que fazemos é construir
memória, uma promessa frágil ao futuro.
E pensar que na vida acumulamos tanta coisa,
sobretudo se por hábito não deitamos nada fora.
Mas ninguém pode travar a grande máquina.
Diz-se que a viagem conta mais do que o destino.
Perscruto as águas envolventes, em busca de
sombras, enquanto o mar revolto bate no casco.
















